Câmara municipal institui Procuradoria Especial da Mulher

Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ

Informações: Jornalismo da CVJ

A Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) inaugurou na quinta-feira (24) a sua Procuradoria Especial da Mulher, em sessão solene realizada no plenário. As vereadoras Tânia Larson (PSL) e Ana Lúcia Martins (PT) tomaram posse como procuradora e procuradora adjunta, respectivamente.

Tânia explicou que irá trabalhar em vários projetos para a conscientização de homens e mulheres e também em campanhas nas escolas com crianças e adolescentes, além de dar atenção a mulheres idosas vítima de violência doméstica. “Iremos trabalhar contra o assédio familiar. Não podemos esquecer que muitas mulheres sofrem caladas e o objetivo da Procuradoria Especial da Mulher é trabalhar por todas as mulheres”, disse Tânia.

A primeira procuradora especial adiantou que já está em tramitação projeto para que a Procuradoria Especial da Mulher da CVJ seja batizada com o nome de Lilian Colin Gomes.

Ana Lúcia, por sua vez, disse que há desigualdade de gêneros em todos os lugares, do ambiente de trabalho às escolas, que é a união de todas as mulheres fará a diferença na sociedade. “Este espaço de escuta, de debate e de articulação para que novas políticas públicas sejam efetivadas. Isso passa pelo direito à saúde, à educação e ao trabalho. Nenhuma mulher conseguirá autonomia sem trabalho. As mulheres precisam ter espaço em todos os lugares”, disse.

Além de autoridades locais, mais de 90 mulheres, que vieram prestigiar a instalação da Procuradoria Especial da Mulher. O órgão tem como objetivo fortalecer a rede de atendimento. Receberá, avaliará e encaminhará investigações de denúncias e ameaças aos interesses e direitos das mulheres.

Além das atividades envolvendo denúncias, caberá à Procuradoria Especial da Mulher o acompanhamento dos programas governamentais e não governamentais de políticas públicas para as mulheres, a colaboração com entidades nacionais e internacionais que atuem na defesa dos interesses e dos direitos da mulher e o trabalho com as comissões da CVJ, quando houver ameaças à violação dos direitos da mulher em diferentes.

Conforme informações repassadas pela procuradora especial da mulher de Santa Catarina, a deputada estadual Ada de Lucca (MDB), em menos de um ano de trabalho, o SC já conta com 57 procuradorias instaladas. Ada explica que a ação acontece em função do elevado número de casos de violência doméstica registrados no estado, que abrangem não só as agressões físicas e psicológicas, mas também as financeiras, quando o homem cerceia o uso dos bens e recursos do casal.