Lucas Souza garante que fica na CVJ e não vai concorrer à Alesc

Texto: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ

O vereador Lucas Souza (PDT) chegou a ensaiar uma pré-candidatura e foi aventado como um dos nomes com potencial de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc). Isso, no entanto, não vai acontecer na eleição de 2022. Na terça-feira (8), na tribuna da CVJ, ele garantiu aos eleitores que fica na câmara municipal até o final do mandato.

“É pelo nosso propósito de estar aqui, e pelo nosso desejo de contribuir com o desenvolvimento da nossa cidade, que cumpriremos o nosso mandato, focado nas pautas que carregamos, na proximidade com as pessoas e a cidade”, disse o vereador para O Mirante.

Com base eleitoral na zona sul, mas também no segmento universitário, onde deu início à caminhada política, Lucas protagonizou a criação de três regiões metropolitanas na região nordeste e se destacou como um dos poucos vereadores de oposição ao também estreante Adriano Silva, o único prefeito eleito pelo partido Novo na eleição de 2020.

Foi nesse processo, costurando alianças intermunicipais, que começou a ensaiar a pré-candidatura ao parlamento estadual. Evidentemente que a situação do PDT era o que permitia pensar na possibilidade. Com a saída da experiente, destacada e favorita deputada Paulinha, abriu-se espaço para novos protagonistas no partido e no estado. E Lucas era um candidato à vaga.

Por outro lado, o salto parlamentar no meio do mandato desagrada parcela cada vez maior dos eleitores. O ex-vereador e deputado estadual Fernando Krelling (MDB) ouve até hoje críticas relacionadas à vitoriosa candidatura à Alesc, em 2018, no meio do seu primeiro mandato como vereador. Por alguma razão, parte da população não vê o movimento com bons olhos.

Outro fator a se considerar, embora o parlamentar não tenha dito nada sobre o assunto, é que a tarefa de se eleger deputado estadual é hercúlea. Geralmente são políticos experientes que conquistam o cargo, como ex-prefeitos de cidades médias, ex-secretários de estado, lideranças sociais de peso e figuras midiáticas. Há, claro, os eleitos nas ondas, e alguns mal sabem como chegaram lá. Mas no momento não há nenhuma para surfar.

Vereadores joinvilenses, dado o tamanho do colégio eleitoral, têm alguma vantagem na disputa, mas a conquista da vaga nessa condição é sempre o resultado de um contexto muito favorável aliado ao trabalho desenvolvido. Fazia sentido, assim, pensar que Lucas tinha a condição de participar da disputa. Há o espaço no PDT, há o destaque como oposição na câmara e há alguma costura intermunicipal pela questão das regiões metropolitanas. A decisão do pedetista, no entanto, é a de continuar na cidade.

“Tudo isso [a possibilidade de concorrer] muito nos lisonjeia, mas não permite que possamos perder o nosso propósito de estar no parlamento municipal. As pessoas que aqui nos colocaram esperam que nós possamos concluir este ciclo e está é a nossa decisão”, pontuou o vereador.