PSOL pede suspensão de propaganda partidária com mentiras de Kennedy Nunes

Texto: Felipe Silveira
Foto: Alesc
Informações: PSOL-SC

O PSOL em Santa Catarina ingressou na Justiça contra o PTB nesta sexta-feira (4). Os socialistas querem a remoção da propaganda partidária veiculada a partir do dia 2 de março, na qual o presidente da sigla, deputado estadual Kennedy Nunes, parlamentar com base eleitoral em Joinville, busca vincular os partidos de esquerda à pedofilia.

No comercial, Kennedy, que é ligado à Igreja Assembleia de Deus, afirma que “a esquerda defende que pedofilia é uma doença”, o que é falso e sem embasamento. “Agora acharam uma nova tipificação, dizendo que é uma opção sexual. Pra nós, do PTB, pedofilia é crime e crime hediondo”, disse o deputado

Desde os anos 1990 na política, Kennedy Nunes sempre foi um político tradicional, mas se agarrou ao bolsonarismo com unhas e dentes quando percebeu a onda. Desde então, tem posado com armas e feito discursos sobre violência, mas sempre como ataques sem sentido à esquerda. Apesar de estar sempre à direita, apoio o governo do petista Carlito Merss. Na época, o PP fez parte do governo.

“Não há em nenhum momento da propaganda partidária impugnada qualquer tipo de referência ou informação da eventual ‘fonte’ que suporte a informação propagada de que os partidos de esquerda defendem que ‘pedofilia é uma doença’ ou que a consideram como ‘uma opção sexual’”, escreve o PSOL na ação apresentada.

“Da forma tendenciosa que a propaganda é veiculada, o representado faz crer que os partidos de esquerda não consideram a pedofilia como crime, o que também não condiz com a verdade”, argumentam os socialistas na peça apresentada ao judiciário.

A legislação que reestabeleceu a propaganda partidária veda a divulgação de fake news no horário destinado aos partidos políticos, e com base nesse fundamento, o PSOL está pedindo a suspensão dos comerciais. O PSOL ainda relembra que o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) foi condenado por tentar vincular o ex-deputado Jean Wyllys, então do PSOL, à pedofilia.