Comissão de Urbanismo vai ouvir Jorge de Sá e Guilherme Casali sobre áudios vazados

Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Arthur Schlieck/CVJ
Informações: Jornalismo da CVJ

Os vereadores da Comissão de Urbanismo decidiram, na quarta-feira (2), convidar o secretário de infraestrutura, Jorge Luiz Correia de Sá, e o presidente do Ipreville, Guilherme Casali, para prestarem esclarecimentos sobre a denúncia de suposta improbidade apresentada contra eles pelos vereadores Sidney Sabel (União Brasil) e Cassiano Ucker (Cidadania). A reunião para ouvir Sá e Casali está agendada para o próximo dia 8, às 15 horas.

Os parlamentares receberam denúncia anônima, por escrito e com áudios, de que Jorge de Sá estaria intermediando a negociação de imóvel do Ipreville a empresário do ramo logístico. Em 15 de fevereiro, a denúncia foi apresentada durante sessão ordinária. No mesmo dia, Peixer criticou os denunciantes por comentários nas redes sociais e na tribuna e sugeriu que o caso fosse tratado na Comissão de Urbanismo. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chegou a ser aventada na ocasião.

No dia 22 de fevereiro, os vereadores da Comissão de Urbanismo tomaram a primeira decisão envolvendo a denúncia: pediram a elaboração de um parecer do procurador-geral da CVJ sobre o material. O parecer foi lido nesta última quarta-feira (2) e os vereadores decidiram chamar Sá e Casali. A procuradoria entende que o documento “possui a natureza jurídica de notícia de fatos, enquadrada, assim, como passível de estudos e análise junto às comissões temáticas”.

Também no último dia 22, o vereador Cassiano divulgou que o pedido de abertura de CPI para apurar o caso não recebeu as sete assinaturas necessárias para instaurar o processo na câmara municipal. Além de Cassiano e Sabel, apenas Claudio Aragão (MDB), Lucas Souza (PDT) e Wanderlei Monteiro (PT) assinaram o documento.

“Nós fizemos o nosso papel como vereadores, que é fiscalizar os atos do executivo, e não poderíamos deixar de pedir a apuração diante da gravidade da denúncia”, disse Cassiano, se referindo ao teor das gravações. Para ele, a CPI seria uma oportunidade de ouvir a defesa do secretário, que não se pronunciou na imprensa sobre o caso.

“Pairam dúvidas sobre conflito de interesse e possível improbidade administrativa. O secretário não foi afastado, não foi feito um processo administrativo e agora também não haverá uma CPI para esclarecer os fatos”, apontou o vereador.