Papel de militares em escola é secundário, complementar e de vigilância

Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Prefeitura

Joinville concluiu, nesta segunda-feira (6), a adesão da Escola Municipal Presidente Castello Branco ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Autoridades civis do município e militares participaram do evento que formalizou o acréscimo do termo “cívico-militar” ao nome da unidade.

Uma das mais antigas de Joinville, a escola que leva o nome de um dos ditadores brasileiros foi inaugurada em 1968, no bairro Boa Vista. Atualmente, ela atende 680 alunos, do 6º a 9º ano, nos turnos matutino e vespertino. O programa cívico-militar começou a ser implementado na unidade em julho, quando o processo para oficializar a adesão da Secretaria de Educação de Joinville ao modelo já estava formalizado junto ao Ministério da Educação (MEC).

Desde então, militares da reserva passaram a atuar como monitores dentro da unidade, trabalhando no apoio à gestão escolar e à gestão educacional. Entre as atividades desenvolvidas estão a formação de filas, o hasteamentos das bandeiras e a execução do Hino Nacional antes das aulas, que são de responsabilidade dos militares, além de ações voltadas à disciplina. Os militares também oferecem a sexta aula, nas quais são realizadas atividades e discussões sobre conceitos como ética e solidariedade. A banda da escola, que estava desativada, voltou a ensaiar e conta agora com 40 integrantes. O Exército não coloca recursos financeiros na unidade.

“Os militares ficam responsáveis pela realização da chamada e fazem o acompanhamento da frequência e do desempenho dos alunos, para atuarem mais de perto com eles e com as famílias. Assim, os professores conseguem dedicar mais tempo ao trabalho didático-pedagógico”, explicou a diretora da unidade, Eliane Tambosi.

A administração da agora Escola Municipal Cívico-Militar Presidente Castello Branco permanece sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, assim como a área pedagógica, com o plano de ensino e o corpo docente. Além dos monitores de turma, a equipe militar da unidade é formada também por um oficial da gestão escolar e um oficial de gestão educacional.

“Ainda é cedo para avaliar ganhos e perdas, mas as primeiras respostas dos professores são positivas em relação ao desempenho dos alunos desde o início do novo modelo”, comentou o secretário de educação, Diego Calegari.

Atualmente, há 127 escolas cívico-militares no Brasil e o objetivo do governo federal é que o modelo seja ampliado para chegar a 216 até o fim de 2022.