Com programa de extensão e parcerias, instituição transforma praça no Jardim Paraíso

Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Católica SC

Na sexta-feira (3), profissionais da Católica de Santa Catarina, da prefeitura de Joinville e da Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc) inauguraram as melhorias realizadas na praça localizada ao lado da Unidade Básica de Saúde da Família Jardim Paraíso 4, que fica na Estrada Timbé. A transformação da praça foi realizada por meio de um programa de extensão da instituição de ensino.

A ação de revitalização da praça é fruto de projeto de intervenção para adequação de espaços públicos com equipamentos sustentáveis e ocorre por meio do Programa de Educação Superior para o Desenvolvimento Regional (Proesde), da instituição de ensino, em parceria com a Amunesc e a prefeitura.

“Isso aqui é fantástico, um exemplo do potencial de transformação humana e como ele se irradia. O projeto comprovou como é possível refazer um ambiente de forma econômica e sustentável. A árvore que transplantamos para esta praça é um símbolo de que podemos sempre nos reinventar e pensar de forma diferente. Queremos que ela seja a primeira de muitas outras a serem salvas e colocadas em nossas praças, para proporcionar sombra. Essa praça também é uma demonstração de que estamos olhando e pensando com carinho em toda a cidade”, afirmou o prefeito Adriano Silva.

O projeto

As atividades do projeto de revitalização da praça iniciaram em junho, com a acolhida dos bolsistas, e foram divididas em três etapas executivas: a abordagem técnica das temáticas do projeto; a visita a campo para reconhecimento da área e levantamento dos dados e dimensionamento dos brinquedos reciclados; e execução na praça, iniciada em 23 de novembro, paralelamente com a conscientização sobre a coletividade, o uso adequado e a manutenção.

As atividades presenciais ocorreram com os grupos divididos em pequenas equipes e levando em consideração os protocolos do centro universitário para prevenção da covid-19. Cerca de 80 alunos atuaram no desenvolvimento do projeto, divididos em equipes de projeto, de mídias, de contas, de relacionamento e de relatório. A coordenação ficou por conta da professora Carine Cardoso dos Santos, com o apoio da professora Geórgia Campos, da professora coordenadora de extensão Mara Isa Battisti Raulino e da colaboradora Claudia Regina Knetschki, na condução das atividades administrativas.

“A participação no projeto proporcionou aos acadêmicos trabalhar a questão da sustentabilidade, tão relevante nos dias atuais; o desenvolvimento de uma visão social focada na resolução dos desafios da região onde estão inseridos, o que será muito importante para eles também enquanto profissionais; e a aplicação de seus conhecimentos para aprimorar um espaço de convivência social”, contou Carine.

“Na arquitetura, criamos e desenhamos. Com o projeto, tivemos a oportunidade de ir além e pensar também na execução. Foi muito gratificante aprender com os colegas de outros cursos e das demais equipes”, acrescentou Vinicius Martini dos Santos, acadêmico do sexto período de Arquitetura e Urbanismo.

Parte dos recursos para o desenvolvimento e execução do projeto foram provenientes do valor concedido por acadêmico pela Secretaria de Estado da Educação (SED), além de uma bolsa anual de estudos com gratuidade de 100% do valor da mensalidade do estudante no curso de graduação. O projeto também contou com trabalhos e doações de outros órgãos do poder público, como a Câmara de Vereadores e a Polícia Civil; da comunidade, com a participação da Associação de Moradores do Guanabara e de moradores do Jardim Paraíso; e de empresas da região, como a Fredy Pneus e a Tintomax. Os grupos da UBSF participaram da execução das atividades e com sugestões de melhorias.

A proposta teve como inspiração o projeto Ecopark Oeste, de Cascavel (PR), e está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Agradecemos ao governo do estado, que concedeu as bolsas. Muitos estudantes só podem fazer a graduação graças aos recursos disponibilizados. E as bolsas não transformam só as vidas deles e de seus familiares, mas transformam também a nossa comunidade”, acrescentou o reitor Cleiton Vaz.

As melhorias

– Plantio de mais de 600 mudas de flores, de 300m² de grama e de três quaresmeiras, árvore de médio porte
– Colocação de 600 corpos de prova para realizar a separação dos espaços
– Aproximadamente 160 pneus foram utilizados para compor a estrutura e permitir a instalação de três brinquedos de montaria, uma escada, dois pula-pula, uma ponte túnel e obstáculos. Os equipamentos foram projetados para estimular a cooperação, integração e desenvolvimento cognitivo
– Instalação de 17 floreiras feitas a partir de pneus
– Disponibilização de três bancos produzidos com materiais sustentáveis
– Transplante de um pau-ferro, espécie de grande porte, para proporcionar sombra no local
– Reforma, pintura e reposição de equipamentos da Academia da Terceira Idade
– Instalação de uma estrutura de pergolado com espaço instagramável, que receberá, ainda, um mural do artista plástico José Malinoski
– Montagem de uma horta comunitária com mudas de alecrim, chuchu, couve, gengibre, hortelã, manjericão, mostarda e salsa
– Instalação de dois caminhos sensoriais, com pedras, grama e serragem, com a proposta de desenvolver o tato
– Reforma do bicicletário
– Manutenção da iluminação