Procurador do MPF diz que vai protocolar primeiras ações acerca da obra do rio Mathias neste ano

Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ
Informações: Jornalismo da CVJ

Na sexta-feira (26), vereadores e assessores participaram de reunião com o Ministério Público Federal (MPF) sobre os desdobramentos do relatório final da CPI do Rio Mathias. No encontro, o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Mário Sérgio Barbosa, informou que as primeiras ações judiciais devem ser protocoladas nas próximas semanas, ainda em 2021.

Responsável pelas investigações, e pela recepção do relatório final e da documentação produzida pela CPI, Barbosa também esclareceu que está organizando a ação judicial em seis fases. O procurador detalhou que as ações do MPF serão protocoladas conforme os fatos gerados e responsabilizando individualmente cada um dos envolvidos.

Relator da CPI, Diego Machado (PSDB) destacou que todo o material produzido pela comissão está sendo conferido e assistido pela equipe do MPF, conforme a necessidade de cada fato que está sendo investigado. De acordo com o vereador, a comissão produziu 60 mil páginas de documentação e 48 horas de depoimentos.

Desde que o MPF acolheu o relatório final da CPI e iniciou a análise dos documentos, os vereadores, por meio das assessorias, continuam respondendo e esclarecendo dúvidas sobre os materiais produzidos pela CPI. Relatório foi entregue no MPF em julho.

CPI do rio Mathias

Constituída em janeiro deste ano, a CPI do rio Mathias investigou irregularidades nas obras de macrodrenagem do Mathias, rio que corta a área central de Joinville. No relatório final, aprovado no mês de junho, os vereadores apontaram indícios de irregularidades em várias fases da obra, supostas irregularidades em aditivos ao contrato da empresa que projetou a obra, Paralella Engenharia, e na elaboração de documento sobre as interferências.

As supostas irregularidades mencionadas pela CPI foram encaminhadas para investigação do Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e pela Receita Federal. A CPI foi composta pelos vereadores Wilian Tonezi (Patriotas), Neto Petters (Novo), Diego Machado (PSDB), Claudio Aragão (MDB) e Luiz Carlos Sales (PTB).