Oito vereadores protestam contra aumento do IPTU em Joinville

Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ
Informações: Divulgação

O reajuste de 10,25% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para 2022 voltou a ser rechaçado por vereadores nesta terça-feira (16), na Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ). Os vereadores Cassiano Ucker (Cidadania), Lucas Souza (PDT) e Sidney Sabel (DEM) foram os que criticaram mais veementemente o aumento que consideram descabido, justamente quando a população sofre com os impactos econômicos da pandemia de coronavírus.

Eles encabeçaram uma moção contra o aumento do IPTU, que é autorizado por decreto, e portanto não é submetido aos parlamentares. Além dos três, o protesto foi endossado por Ana Lúcia Martins (PT), Nado (Pros), Brandel Júnior (Podemos), Cláudio Aragão (MDB) e Wilian Tonezi (Patriota).

Segundo os vereadores, a prefeitura argumenta que se baseou no IPCA, mesmo critério de anos anteriores, e o prefeito Adriano Silva diz que não é aumento, mas reajuste.

Os vereadores rebatem que, efetivamente, o contribuinte pagará 10,25% a mais. Eles consideram o reajuste abusivo, levando em consideração também a alta da inflação, sobretudo a escalada nos preços dos alimentos, do gás e dos combustíveis, por exemplo. “Estamos atravessando um período difícil e acredito que não é hora aumentar o IPTU”, afirmou o vereador Cassiano.

A Secretaria da Fazenda da Prefeitura de Joinville já começou a distribuir mais de 260 mil carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2022. Corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos doze meses, o imposto sofreu um aumento de 10,25%. Desde que foi anunciado, na semana passada, o aumento é alvo de protestos na câmara municipal.

Segundo o secretário da Fazenda de Joinville, Flávio Martins Alves, para este ano o valor lançado é de aproximadamente R$ 251 milhões, com expectativa de arrecadação perto dos R$ 200 milhões, considerando o desconto oferecido e o índice de inadimplência.