Entidades defendem criação de um órgão estadual em defesa da causa animal

Edição: Felipe Silveira
Foto: Bruno Collaço/Alesc
Informações: Alesc

Representantes de organizações não governamentais de proteção animal, protetores independentes e vereadores ligados à causa animal definiram nesta quarta-feira (13), durante a primeira reunião de estruturação da política animal, promovida pela deputada Paulinha (sem partido) na Assembleia Legislativa, como será proposta ao governador Carlos Moisés a criação de uma diretoria ou de uma gerência que cuide especificamente da causa no estado.

O grupo também vai apoiar a criação de um Fórum Permanente de Proteção Animal na Federação Catarinense dos Municípios (Fecam), proposta da vereadora de Florianópolis Pri Fernandes (Podemos), que conta com apoio de 30 municípios.

Paulinha explicou que o momento é propício para o fortalecimento da causa animal devido aos superávits financeiros do governo estadual. “A causa animal sempre ficou relegada ao final da fila e agora há uma oportunidade para estruturarmos uma política efetiva da causa animal no estado.”

A parlamentar reuniu especialistas, representantes de ONGs e protetores animais para definir as estratégias. Ela citou, como exemplo, a decisão do governo do Rio Grande do Sul, que lançou um programa de proteção animal recentemente e que, em sua opinião, o plano a ser elaborado no estado poderá ser mais amplo.

O presidente do Instituto Ambiental Ecosul, integrante do grupo especial de defesa dos animais do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Halem Guerra Nery, defendeu a união das ações já desenvolvidas pelas mais diversas entidades que atuam em apoio aos animais para criação de uma política efetiva paras o setor. Ele lembrou que desde 1982 atua no estado em defesa dos animais e que há várias leis aprovadas, mas que muitas não saíram do papel por não contarem com apoio da população e até de recursos do governo.

“Santa Catarina é considerado um dos estados que mais avançou nas políticas de proteção animal, mas há muito a ser feito. Nós não trabalhamos de graça, até pagamos para defender os animais, mas atuamos em lacunas que o poder público é pouco efetivo.”