Alesc vai convidar delegados para apurar denúncias de corrupção na segurança

Edição: Felipe Silveira
Foto: Governo de SC
Informações: Alesc

Os delegados Akira Sato, Jefferson Prado e Beatriz Ribas serão convidados para avaliar na Assembleia Legislativa notícias veiculadas pela imprensa sobre um suposto caso de corrupção envolvendo o setor de Segurança Pública de Santa Catarina. A decisão foi tomada na manhã de quarta-feira (6), durante reunião da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

O caso veio à tona com o pedido de afastamento do delegado Akira Sato, que havia sido nomeado delegado-geral da Polícia Civil de SC em 17 de setembro. Ele ficou menos de duas semanas no cargo e pediu o afastamento, o que levou deputados de oposição ao governador Carlos Moisés, como Kennedy Nunes (PTB) e Ivan Naatz (PL) a especularem sobre os motivos da saída, sugerindo corrupção e obstrução de justiça no governo. As denúncias repercutiram na imprensa e levaram à decisão dos deputados na quarta.

De acordo com Ivan Naatz, a Comissão de Trabalho tem por competência acompanhar as crises institucionais que existem entre os servidores do estado. “E a crise que se instalou na Polícia Civil evidentemente é muito grave, já tem repercussão nacional. A Associação Nacional dos Delegados emitiu nota a respeito da interferência política do governo do estado em investigações que fazem delegados de polícia a respeito de crimes de corrupção”, disse o parlamentar.

Segundo o deputado, as supostas irregularidades envolveriam “vendas com dispensa de licitação superfaturadas; vendas de licenças ambientais dentro do IMA [Instituto do Meio Ambiente]; um grupo que teria atuado dentro das instituições do governo com o objetivo de fraudar licitação e de, fundamentalmente, se prevalecer de uma aproximação que teriam com o governador Carlos Moisés para firmar esses contratos”.

Naatz afirmou que a intenção é cumprir “o papel constitucional importante da Alesc, de ouvir os servidores, dar proteção para eles, estabelecer garantias para que possam conversar sem medo de qualquer represália e, também, divulgar para Santa Catarina o que aconteceu”.

Outro requerimento que está na Mesa Diretora da Alesc, relatou o deputado, é para que o delegado-geral Marcos Ghizoni, nomeado após o afastamento de Sato, fale na Assembleia Legislativa sobre suas expectativas à frente da Polícia Civil e sobre resoluções para a crise.