Joinvilenses participam de protesto nacional contra Bolsonaro neste sábado

Texto: Vinícius Sprotte
Foto: Kevin Eduardo via Fora Bolsonaro Joinville

Ocorre neste sábado (2), em todo o Brasil e em 14 países, mais um protesto nacional contra o presidente Jair Bolsonaro. Joinville é uma das 160 cidades que contará com manifestações. Será a partir das 10 horas, na Praça da Bandeira. Os protestos são encabeçados pelos movimentos Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo. Em Joinville, a organização é por conta do Comitê Fora Bolsonaro, que reúne sindicatos, partidos de esquerda e movimentos sociais.

Manifestantes como Luigi Pavanello, do grupo União Nacional LGBT, e Evelyn Solomon, do Coletivo Anarquista Bandeira Negra, irão participar da manifestação em defesa da democracia e contra as ameaças de golpe feitas pelo presidente da república. “O Comitê Fora Bolsonaro tem membros de diversos partidos e organizações e têm dado um show na promoção de todos os atos políticos feitos. Acho importante seguirmos esse exemplo e nos mostrar unidos contra o Bolsonaro e o fascismo”, destacou Luigi.

Outra indignação que levará brasileiros às ruas é o aumento dos preços dos alimentos, da energia elétrica, dos combustíveis e do gás de cozinha. “Levantaremos pautas contra a miséria e a fome do povo. Entendemos que o governo Bolsonaro só governa para a classe dominante e, sendo assim, é urgente conseguirmos a revolta popular”, projetou Evelyn.

Luigi não poupou o governo de críticas para justificar sua participação. “É um governo construído na base da ignorância e na capitalização da falta de consciência de classe, um governo misógino, lgbtfóbico, racista, que desrespeita os direitos das populações indígenas e também os tratados ambientais internacionais”, listou o militante.

A crise sanitária decorrente da pandemia de coronavírus e potencializada pelas ações do governo e pela postura de Bolsonaro também levará manifestantes às ruas neste sábado. “A gestão baseada na suposta ‘imunidade de rebanho’, na corrupção e no descaso com as vacinas torna ele um genocida e o propagador de uma necropolítica que marcou de forma muito negativa a história do Brasil”, avaliou Luigi.

Dentre as várias insatisfações de Evelyn com o governo Bolsonaro estão questões econômicas, ambientais, culturais, sociais e a base política do governo: “Ele tem uma base política que contém o pior da direita: polícias, fanáticos religiosos, racistas, machistas e fascistas”.