Carlos Moisés não assina carta de solidariedade dos governadores ao STF

Texto: Felipe Silveira
Foto: Governo de SC

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido alvo preferencial do bolsonarismo há algum tempo, em uma situação que se agrava à medida que a eleição de 2022 se aproxima. Além de atacar o sistema eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados espalham mentiras sobre os ministros, ameaçam a integridade da corte e sugerem uma ruptura institucional, que nada mais seria do que um golpe de estado.

A circunstância levou 14 governadores a divulgarem uma carta de solidariedade ao STF. O documento, porém, não contou com a assinatura do catarinense Carlos Moisés. Um dos poucos eleitos pela Onda 17, o até então desconhecido Moisés logo demonstrou que não era necessariamente um bolsonarista. Contudo, tem evitado divergências públicas no comando de um estado que mantém uma das maiores aprovações ao presidente.

A carta é assinada pelos governadores Renan Filho (MDB, Alagoas), Waldez Goés (PDT, Amapá), Rui Costa (PT, Bahia), Camilo Santana (PT, Ceará), Ibaneis Rocha (MDB, Distrito Federal), Renato Casagrande (PSB, Espírito Santo), Flávio Dino (PSB, Maranhão), João Azevedo (Cidadania, Paraíba), Paulo Câmara (PSB, Pernambuco), Wellington Dias (PT, Piauí), Fátima Bezerra (PT, Rio Grande do Norte), Eduardo Leite (PSDB, Rio Grande do Sul), João Doria (PSDB, São Paulo) e Belivaldo Chagas (PSD, Sergipe).

“O Estado Democrático de Direito só existe com Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis”, registra a carta dos governadores.