Presidente da CVJ aparece em manifestação que visa tumultuar eleição de 2022

Bolsonaristas foram às ruas de todo o país no domingo (1) para pedir a volta do voto impresso. Impossível e sem sentido, a pauta é uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral de 2022, visando a permanência de Jair Bolsonaro no poder. Sem provas, como o próprio confessou, ele alega que a eleição de 2018 foi fraudada, sugerindo que a próxima, na qual não é favorito, também vai ser.

A presença de bolsonaristas como o deputado federal Coronel Armando (PSL), o deputado estadual Sargento Lima (PL) e o vereador Wilian Tonezi (Patriota) já era esperada, mas também esteve presente o presidente da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ), o vereador Maurício Peixer (PL). Ele esteve no palanque ao lado do senador Jorginho Mello, também do PL, pré-candidato ao governo de Santa Catarina.

“Saímos hoje às ruas em defesa da segurança eleitoral, em defesa da democracia”, disse Peixer, o vereador com mais mandatos na câmara municipal. Este é o sétimo. Ele entrou para a vida pública em 1996, justamente quando a urna eletrônica foi adotada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nunca reclamou da segurança até então.

Sempre à direita, Peixer é ligado ao movimento de renovação carismática, um dos mais conservadores da igreja católica. Muito próximo à família Bornshein-Silva (trabalhou por mais de 20 anos no Laboratório Catarinense, atual Catarinense Pharma, empresa da família do prefeito Adriano Silva), o vereador selou o casamento entre a prefeitura e os bolsonaristas na CVJ. A união desses grupos e de vereadores estreantes, à direita, o levou à presidente do poder legislativo, um sonho perseguido há muito tempo.


Texto: Felipe Silveira
Foto: Facebook de Maurício Peixer