Indícios de corrupção adiantam ato ‘Fora Bolsonaro’ para este sábado

O terceiro ato nacional contra Jair Bolsonaro estava marcado para o dia 24 de julho, mas foi adiantado para este sábado (3) por causa dos escândalos de corrupção que vieram à tona recentemente envolvendo a compra de vacinas contra covid-19. Em Joinville, o encontro será na Praça da Bandeira, com concentração às 10 horas.

Este é o terceiro ato nacional, mas apenas o segundo em território catarinense. A segunda manifestação, no dia 19 de junho, ocorreu em diversas cidades do Brasil, mas foi adiada nas cidades de SC devido às adversidades climáticas. Da mesma forma que o primeiro protesto, no dia 29 de maio, a manifestação deste sábado vai ocorrer em várias cidades do estado.

Jair Bolsonaro é o responsável por uma desastrosa gestão no enfrentamento à pandemia de coronavírus, responsável por mais de 500 mil mortes. O estímulo a aglomerações e à falta de cuidados, o incentivo ao uso de remédios ineficazes contra a doença, a nomeação de um ministro incapaz e a recusa das ofertas de vacina por grandes empresas e institutos já eram motivos suficientes para os protestos contra o presidente brasileiro, mas o movimento contra o presidente foi reforçado por indícios de corrupção revelados no âmbito da CPI da Covid no Senado Federal.

De acordo com o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e o servidor público Luis Ricardo Miranda (eles são irmãos), o presidente foi alertado sobre irregularidades na tentativa de compra da vacina Covaxin, da empresa indiana Bharat Biotech.

Segundo os denunciantes, em depoimento oficial à CPI, Bolsonaro comentou que a irregularidade seria coisa do deputado federal e líder do governo Ricardo Barros (PP-PR), e que a denúncia seria apurada. Como nada aconteceu até esta semana, os irmãos Miranda trouxeram o caso à tona. Nesta terça-feira (29), três meses após a denúncia ao presidente, a compra foi temporariamente suspensa.

Nesta sexta-feira (2), e após forte pressão do Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de um inquérito para investigar o presidente pelo crime de prevaricação. A cobrança da ministra Rosa Weber à PGR ocorreu diante de notícia-crime contra Bolsonaro apresentada pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO).

Prevenção

A organização do evento reforça que o uso de máscaras é obrigatório (de preferência do modelo PFF2) e que será reforçada a orientação sobre distanciamento. As pessoas não devem se cumprimentar com abraços e apertos de mão, mas caso aconteça, o uso de álcool em gel também é recomendado.

Ainda cabe lembrar que a melhor medida de prevenção ao coronavírus, além do isolamento e do uso de máscaras, é o arejamento dos espaços. Como a manifestação ocorre a céu aberto, o risco de contágio também é reduzido por este fator.


Texto: Felipe Silveira
Foto: Mídia Ninja