Centrinho homenageia médico que realizou mais de 3 mil cirurgias em Joinville

No Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, a família do médico Marco Aurélio Lopes Gamborgi recebeu uma homenagem dos profissionais e pacientes do Centrinho Prefeito Luiz Gomes. O sorriso do profissional, como é lembrado por todos que conviveram com ele, está agora estampado em uma das paredes da ala onde são realizados os tratamentos para pacientes com fissura labiopalatal. Marco Aurélio foi uma das vítimas da covid-19 e morreu em dezembro do ano passado, com 57 anos.

“O Centrinho de Joinville é referência no Brasil pelo trabalho de excelência que desenvolve. Resultado do esforço de uma equipe muito dedicada. Optamos por fazer este grafite como homenagem e para que os pacientes lembrem com carinho do doutor Marco”, explicou Roni Anderson Schiochet, coordenador do Centrinho.

Durante o período em que se dedicou a transformar o sorriso de pacientes, o cirurgião plástico se destacou pelo trabalho realizado no Centrinho de Joinville, onde operou mais de 3 mil pacientes, no Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Lábio Palatal (CAIF) e no Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba. Marco Aurélio também era voluntário da ONG Operação Sorriso do Brasil e fazia cirurgias em locais onde o serviço não era oferecido, como tribos indígenas.

Segundo Lorena Gamborgi, esposa do médico, o Centrinho era a menina dos olhos do cirurgião plástico. “Era um lugar que ele tinha uma paixão por trabalhar e uma conexão muito boa com todos. Um dos destaques profissionais dele era a qualidade cirúrgica e a qualidade do tratamento, no todo. Ele se preocupava muito com o paciente. Ele tinha uma alegria de ver os pacientes que retornavam na idade adulta e vê-los reabilitados”, contou Lorena.

Uma das crianças operadas por Gamborgi foi o pequeno Estheban Garcia, que tinha dois anos quando passou pela primeira cirurgia, em 2019. “O doutor Marco Aurélio foi uma pessoa muito especial em nossa vida. Além do grande trabalho na cirurgia, foi muito gentil com todos da nossa família, muito querido em todas as consultas e atencioso em todo o processo de recuperação do Estheban”, afirmou Oscarina Garcia, mãe do menino.

“Ele nunca dizia não. Ele se desdobrava, fazia de tudo para resolver problemas até nos seus dias de folga. A medicina era uma grande paixão. Sua morte foi uma grande perda para a medicina, especialmente, para a área de atuação dele”, relatou Lorena Gamborgi.


Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Prefeitura