Vereadores fiscalizam sistema de monitoramento de Joinville

Nesta segunda-feira (7), vereadores de Joinville realizaram uma visita à Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública (Seprot), com o objetivo de fiscalizar o sistema de monitoramento por câmeras da prefeitura de Joinville. A falta de um vídeo que poderia elucidar o caso de uma possível agressão em uma escola municipal motivou a visita.

A visita dos vereadores ocorreu após a denúncia da mãe de um aluno da rede municipal, segundo a qual o filho teria sido supostamente agredido e humilhado em uma aula de educação física pelo professor e por outros alunos, resultando na quebra dos óculos da criança, que é míope. As agressões teriam ocorrido como resposta a um acerto intencional do menino, em outra criança, com uma bola. As imagens do sistema de monitoramento não foram localizadas.

O serviço de monitoramento do patrimônio público de Joinville é realizado por meio de contrato da Prefeitura com a empresa Khronos, que já realiza o monitoramento por câmeras com o poder público municipal há mais de 13 anos. O contrato terminou em 2020 e, em licitação realizada no final do ano passado, a empresa venceu, permanecendo no serviço. Porém, conforme explicado pelo secretário de proteção civil, Paulo Rigo, houve uma grande alteração do antigo contrato para o atual, o que explica alguns problemas de adaptação.

Ao sair da Seprot, os vereadores Brandel Junior (Podemos), Wilian Tonezi (Patriota), Ana Lúcia Martins (PT), Neto Petters (Novo) e Henrique Deckmann (MDB) visitaram também uma escola municipal para verificar na prática como o sistema de monitoramento funciona.

Brandel destacou que na escola visitada o monitor por meio do qual o monitoramento é realizado, na própria unidade, estava com interferência e a substituição já tinha sido solicitada pela diretora, mas que havia 14 dias de espera. O contrato atual prevê a substituição em até 48 horas, salvo justificativa, como os vereadores puderam ouvir na explicação da Seprot.

“Foi alegado pela empresa que não era a prioridade no momento, mas, como nós estávamos aqui, nos próximos dias eles se prontificaram a resolver a questão do monitor em 48 horas”, observou Brandel, destacando o papel da fiscalização parlamentar.

A fiscalização no âmbito do poder executivo também foi ressaltada pelo vereador Neto Petters. “É fundamental que os prestadores de serviço da prefeitura tenham certeza de que vão ser fiscalizados”, afirmou.

Para a Prefeitura, a Khronos mantém mais de 6,5 mil câmeras de monitoramento, acompanhadas por mais de 5 mil sensores de movimento (que são o carro-chefe de ação, motivando o acionamento das câmeras). Os equipamentos estão espalhados por um total de 340 equipamentos públicos de todas as secretarias e autarquias da Prefeitura.

A central de monitoramento atua no mesmo edifício da Seprot, embora haja uma central própria para o Hospital Municipal São José. Quando um alarme verifica uma movimentação irregular, um alerta é disparado para a central, que informa então o guarda da instituição, caso confirmada a movimentação suspeita. O guarda em campo, então, poderá agir conforme a situação.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ
Informações: Divisão de Jornalismo da CVJ