Vereadores cobram auxílio emergencial municipal; Novo não assina moção

Dos 19 vereadores de Joinville, 16 assinaram uma moção que solicita a criação de um auxílio emergencial à prefeitura de Joinville. Alison Julio, Érico Vinicius e Neto Petters, todos do Novo, não assinaram o documento que ainda será votado em plenário.

A moção foi proposta pelo vereador Claudio Aragão (MDB) na sessão de segunda-feira (24), quando veio à tona a notícia do aumento da pobreza extrema em Joinville. Nesta quarta-feira (26), ele coletou as assinaturas dos colegas. As assinaturas valem como apoio à proposta, mas o que vale é o voto na sessão legislativa. A votação deve ocorrer na próxima semana.

O aumento da pobreza extrema foi observado pelo jornalista Jefferson Saavedra, do jornal A Notícia, a partir de dados do Ministério da Cidadania. Segundo ele, o número de pessoas na condição vulnerável passou de 17,3 mil em 2020 para 20,3 mil pessoas em 2021. A extrema pobreza é caracterizada por uma renda familiar abaixo de R$ 89 mensais per capita.

Como uma forma de amenizar a situação dessas famílias, Aragão propôs aos demais vereadores que a câmara aprove a moção com a proposta de um auxílio similar ao que foi realizado em Florianópolis. Na capital, o pagamento pode ocorrer de duas formas: cinco parcelas de R$ 300 a famílias inscritas no CadÚnico e o pagamento de cinco parcelas de R$ 375 para famílias monoparentais.

“Talvez por 90 dias, talvez por 60 dias”, explicou o vereador. “Se você vai hoje no mercado, a gente se assusta. As coisas estão muito caras, um pedaço de carne hoje — e não interessa se é carne de frango, se é carne de porco ou carne de boi — ele está muito caro”.

Nesta quarta-feira (26), o governo do estado apresentou uma emenda ao projeto de auxílio emergencial que tramita na Alesc, propondo um auxílio de R$ 900 (em três parcelas). Segundo o governo, a medida beneficiará 67 mil famílias catarinenses. Já o auxílio emergencial de Florianópolis começa a ser pago na sexta-feira (28). Receberão o benefício cerca de 1,8 mil famílias da capital que foram afetadas pela pandemia e não recebem nenhum tipo de ajuda governamental.


Texto: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ