Com quatro votos de parlamentares, Carlos Moisés volta ao governo

Do total de dez votos, eram necessários sete (ou seja, 2/3) para concretizar o impeachment de Carlos Moisés no julgamento que ocorreu nesta sexta-feira (7). E, com quatro votos pelo NÃO, o número não foi alcançado. A negativa de Marcos Vieira (PSDB), José Milton Scheffer (PP), Valdir Cobalchini (MDB) e Fabiano da Luz (PT) permite que Carlos Moisés volte ao cargo.

Laércio Schuster (PSB) foi o único parlamentar a votar pelo impeachment. Além dele, os cinco desembargadores que completavam o tribunal especial — Luiz Zanelato, Sônia Maria Schmidt, Rosane Portela Wolff, Luiz Antônio Fornerolli e Roberto Lucas Pacheco — votaram contra Carlos Moisés.

O tribunal especial julgou a participação do chefe do poder executivo na compra dos 200 respiradores artificiais junto à Veigamed, com pagamento antecipado de R$ 33 milhões, em março do ano passado. Os equipamentos nunca foram entregues e o estado ainda não recuperou o montante pago à empresa. A trama dos respiradores foi tema de CPI na Alesc e também de investigação policial. Documentos das investigações foram avaliados pelo tribunal político.

Com a decisão, o processo de impeachment de Moisés no caso dos respiradores foi concluído e o governador retornará ao comando do Estado ainda nesta sexta-feira. Ele estava afastado do cargo desde 30 de março.

Repúdio a deputada bolsonarista

A sessão final do tribunal especial teve início com críticas do deputado Marcos Vieira à deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). “Quero me manifestar em desagravo, em desfavor, da deputada federal Carla Zambelli, que, no seu WhatsApp e no seu Twitter, publicou os telefones dos cinco deputados estaduais que fazem parte deste tribunal de julgamento, pedindo que os catarinenses liguem e mandem mensagens para, abre aspas, cobrar dos seus deputados por justiça. Ou defendem o povo ou o roubo.”


Texto: Felipe Silveira
Foto: Mauricio Vieira/Governo de SC
Informações: Alesc