Protesto contra reforma da previdência tem adesão massiva de servidores

A aprovação da reforma da previdência na Comissão de Legislação mobilizou os servidores públicos de Joinville, que compareceram em peso aos protestos realizados na segunda-feira (26). A concentração foi em frente à Câmara de Vereadores de Joinville, onde acompanharam a tramitação dos projetos, e à tarde houve passeata até a prefeitura.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região (Sinsej), cerca de 1,2 mil trabalhadores participaram das atividades. Manifestação anteriores tiveram adesão variável, mas a de segunda-feira foi a maior até o momento.

Em assembleia realizada após as reuniões na CVJ, os servidores presentes deliberaram pela construção de um calendário de mobilização para dialogar com a comunidade sobre as consequências da proposta de reforma. Outra decisão foi tomada pelos profissionais do Hospital Municipal São José. Com objetivo de demonstrar a falta de pessoal e condições de trabalho, decidiram não fazer as horas extras.

Para a presidenta do Sinsej, Jane Becker, ninguém deve dormir sem lembrar desses projetos e sem combatê-los. Afirmou que a luta para pôr fim à proposta é importante para mostrar ao prefeito que os servidores estão atentos e organizados na defesa dos direitos e do servido público de qualidade.

Audiência pública

O próximo passo da tramitação da reforma da previdência no legislativo é a audiência pública marcada para o dia 11 de maio, às 19h30. A decisão foi tomada em reunião das comissões na segunda-feira (26). A manifestação dos servidores tinha o objetivo de pressionar os parlamentares para que não votassem a reforma naquele dia. Durante o encontro, parlamentares discutiram sobre o formato da audiência pública e sobre a distribuição das relatorias.

Você pode conferir a cronologia da reforma da previdência, desde a aprovação da reforma nacional e passando pela tentativa do ex-prefeito Udo Döhler, neste texto.

Servidores realizam passeata até a prefeitura em protesto contra a reforma previdenciária

Texto: Felipe Silveira (siga no Twitter)
Fotos e informações: Sinsej