Prefeitura de Joinville combate a dengue com ações no bairro Petrópolis

A Prefeitura de Joinville, por meio da Secretaria da Saúde, realiza, esta semana, uma ação coordenada de combate ao mosquito Aedes aegypti no bairro Petrópolis. De terça (27) até sexta-feira (30), os agentes da Vigilância Ambiental farão visitas domiciliares, com eliminação dos locais que possam ser criadouros do mosquito e o tratamento dos pontos que não podem ser removidos.

Segundo o coordenador da Vigilância Ambiental de Joinville, Anderson da Silva, essa ação no Petrópolis foi devido ao grande aumento do número de doentes no bairro, de acordo com o último boletim epidemiológico. “O principal problema em Joinville está dentro das residências e por isso, pedimos à população: cuidem de suas casas. Uma tampinha de refrigerante jogada no quintal já é o bastante para o mosquito se proliferar”, afirmou o coordenador.

O agente Josi Henrique Copi, que está em campo nas ruas do Petrópolis, alerta que, ao encontrar criadouros do mosquito, o morador não deve jogar a água em ralos. “É preciso despejar no chão seco, longe de caixas de passagem. Se jogar em caixas de passagem as larvas continuarão a crescer”, explicou Copi.

Entre as principais medidas preventivas que devem ser adotadas para combater o mosquito e prevenir a dengue, estão: eliminar qualquer tipo de recipiente, até mesmo tampinhas de garrafa PET, que possa acumular água; não acumular lixo; tratar a água de piscinas com cloro, pelo menos uma vez por semana; retirar os pratinhos debaixo dos vasos de plantas; verificar a vedação da caixa d’água; colocar tela de proteção nos ladrões e nas caixas de passagem; higienizar semanalmente os potes de alimentos dos animais com bucha; e desobstruir e limpar as calhas d’água.

Anderson da Silva explica que a situação da Dengue em Joinville é preocupante, mas a Vigilância Ambiental tem um plano de ação para este ano. “Temos 1,5 mil pontos de armadilhas pela cidade, que são o nosso termômetro para verificarmos onde está o mosquito. Vamos entrar com todas as nossas linhas de trabalho, em todos os bairros”, adiantou o coordenador.

Além do trabalho em campo dos agentes e das aplicações de fumacê, Silva destaca a importância das Estações Disseminadoras de Larvicidas. Fruto de uma parceria da Vigilância Ambiental e a Fiocruz – Amazônia, a Estação Disseminadora faz com o próprio mosquito se torne o propagador do larvicida. Com isso, conseguem levar o produto para criadouros que, muitas vezes, não poderiam ser localizados pela população e equipes da Vigilância Ambiental.


Edição: Felipe Silveira (siga no Twitter)
Foto e informações: Prefeitura