Com 827 novos casos na segunda-feira, Adriano anuncia medidas brandas contra covid-19

A situação causada pela covid-19 ficou tão grave em Joinville que o prefeito Adriano Silva convocou uma reunião de emergência no domingo (9) para discutir o que fazer diante do aumento expressivo no número de casos e a ocupação dos leitos nas redes pública e privada. Mas, quem esperava restrições rigorosas, como lockdown, ficou frustrado.

No domingo havia a expectativa de algo mais efetivo, mas apenas foi anunciado que as medidas seriam discutidas e divulgadas na segunda-feira, com vigência a partir de quarta. No dia seguinte, Adriano Silva determinou horários mais restritos ao comércio e ao setor de serviços, além de toque de recolher entre 22 e 6 horas e multa pesada para quem não cumprir as regras.

No mesmo dia, a pandemia em Joinville atingiu níveis alarmantes. Na segunda-feira (8), foram confirmados 827 novos casos pela Prefeitura de Joinville. Para se ter uma ideia do aumento exponencial, há três semanas, no dia 16 de fevereiro, Joinville registrou 199 casos. Desde então, o número vem crescendo em velocidade assustadora.

Nesta terça-feira (9), após ouvir questões “apresentadas por diversos segmentos da sociedade”, a Prefeitura publicou um novo decreto, o 41.414 de 9 de março, com algumas alterações ao decreto do dia anterior.

“No fim da tarde de hoje, junto ao gabinete de crise, revisamos ponto a ponto do decreto, levando em consideração a opinião de diversos segmentos da sociedade”, explica o prefeito Adriano Silva.

A principal mudança realizada foi a ampliação do horário de funcionamento dos serviços de delivery, que fica permitido até a meia-noite. O toque de recolher permanece válido das 22 às 6 horas. Neste período, somente poderão circular as pessoas que estejam indo e voltando do trabalho ou aqueles em deslocamento para serviços de saúde emergenciais.

A venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniências fica permitida até as 21 horas, desde que o produto não seja consumido no estabelecimento ou nas suas imediações. A realização de cursos livres, como aulas de idiomas e atividades no contraturno, foi liberada, desde que cumpridos os regramentos de ocupação e distanciamento.

Aulas esportivas e atividades físicas passam a seguir as mesmas normas aplicáveis às academias até então. As academias de prédios e condomínios ficam autorizadas a funcionar, porém com a necessidade de agendamento prévio e com a capacidade controlada.


Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Prefeitura