Em reunião emergencial, Adriano Silva anuncia colapso e nova reunião para definir restrições

Segundo a Prefeitura de Joinville, é iminente o colapso das unidades de saúde da rede pública e privada, o que motivou uma reunião emergencial neste domingo (7). O objetivo foi estruturar o endurecimento das medidas restritivas, o que se tornou indispensável para frear o avanço da transmissão do vírus. Apesar da urgência, as medidas não foram anunciadas e só terão validade a partir de quarta-feira (10).

Isso porque as medidas serão discutidas junto aos comitês estratégicos durante esta segunda-feira (8) e publicadas em um decreto com vigência a partir de quarta-feira (10). O que motivou a reunião foi o crescimento da procura por atendimento, o aumento da ocupação de leitos e a gravidade do quadro de saúde dos pacientes suspeitos e confirmados de covid-19 na cidade.

“Sem dúvida, chegamos ao ponto mais crítico desde o início da pandemia. Neste momento, nosso esforço é dar as condições necessárias para que a rede de saúde de Joinville comporte a altíssima demanda que se apresenta. Para isso, a colaboração da população é fundamental”, apelou o prefeito.

A Prefeitura de Joinville reforça as orientações para a importância do uso de máscara de proteção, da higiene das mãos e do distanciamento social, além de ser fundamental evitar aglomerações ou ambientes com grande concentração de pessoas.

Variante inglesa

As equipes da Vigilância em Saúde da Prefeitura de Joinville e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde realizam o acompanhamento de um morador de Joinville suspeito de ter contraído a variante inglesa do novo coronavírus. O caso é de um jovem, que foi atendido no dia 17 de fevereiro em um hospital particular da cidade. O quadro de saúde dele permaneceu estável.

Variante brasileira

De acordo com os últimos registros da Secretaria da Saúde de Joinville, a cidade confirmou a transmissão comunitária da variante brasileira do novo coronavírus entre a população. Até o momento, cinco casos foram identificados na cidade. O trabalho de mapeamento realizado aponta que dois possuem histórico de viagem para Manaus e três não têm registro de deslocamento.


Edição: Felipe Silveira
Foto e informações: Prefeitura