Deputados querem “acareação” entre governo e empresa que opera Samu

O deputado Kennedy Nunes (PSD) foi à tribuna durante a sessão plenária de quinta-feira (11) para falar sobre as divergências existentes entre o governo do estado e a OZZ Saúde, empresa responsável pela administração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no estado. Conforme o parlamentar, o problema estaria interferindo na manutenção do serviço prestado à população e também na correta remuneração dos profissionais envolvidos.

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A questão, disse, refere-se a uma queixa da OZZ sobre o não pagamento dos serviços contratados pelo governo, que estaria acarretando atrasos no pagamento do 13º salário e fundo de garantia dos seus funcionários, e até mesmo o possível cancelamento, ainda nesta quinta, do sistema digital que permite o atendimento e registro das ocorrências.

Já o Executivo estadual, prosseguiu Kennedy, afirma estar cumprindo a sua parte e sustenta, sem oferecer mais detalhes, que a diminuição dos repasses deve-se à forma como o contrato foi firmado.

Diante do impasse, o parlamentar anunciou que protocolou um requerimento para que, tão logo seja reinstalada, a Comissão de Saúde da assembleia convide representantes da Secretaria de Estado da Saúde, da OZZ e dos seus funcionários, visando esclarecer a questão.

“Parece que a coisa não andou muito bem e é preciso fazer um tipo de acareação para saber quem mente mais entre o contratante e a contratada”, disse o joinvilense.

Em aparte, o deputado Neodi Saretta (PT), que conforme acordo das lideranças partidárias deve ser reconduzido à presidência da Comissão de Saúde, se mostrou favorável à iniciativa de Kennedy. “É importante que governo e a OZZ esclareçam, de forma pública e sustentável para a população, de quem é a responsabilidade sobre a atual situação do Samu, para que se possa resolver essa questão tão logo seja possível.”

A deputada Luciane Carminatti (PT) também sugeriu envolver o Ministério Público estadual nas tratativas. “Não dá mais para ficarmos aguardando resolver um contrato que, a meu ver, foi muito malfeito e que dá poucas garantias ao cidadão catarinense.”


Edição: Felipe Silveira
Foto: Rodolfo Espínola/Alesc
Informações: Alesc