CPI do rio Mathias realiza primeira reunião e vereador reclama de secretário

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do rio Mathias, que vai investigar possível irregularidades nas obras de drenagem do rio que atravessa a região central de Joinville, realizou a primeira reunião de trabalho na manhã desta segunda-feira (1). O secretário de infraestrutura do município, Jorge Luiz Correia de Sá, que assumiu o cargo no início de janeiro, foi o ouvido pelos vereadores.

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Criada na primeira sessão extraordinária do ano, em 18 de janeiro, a CPI é presidida pelo vereador Wilian Tonezi (Patriota), que abriu os trabalhos com um breve relato sobre a promessa de campanha do ex-prefeito Udo Döhler. Ele descreveu o histórico da obra e os envolvidos, como a Prefeitura e a empresa prestadora do serviço. A obra teve início em 2014, com prazo para finalização em 2016, mas ainda não foi concluída.

Jorge Luiz Correia de Sá disse que poderia falar somente sobre os 30 dias em que está à frente da secretaria e não pelo passado da obra e admitiu que ainda não teve tempo para estudar o caso. Sobre os valores já gastos e se há recursos para a conclusão da obra, o secretário disse que ainda não tinha tais informações. O secretário afirmou que, com o período de chuvas pelo qual Joinville passa, a prioridade foi atender as necessidades da população.

Relator da CPI, o vereador Diego Machado (PSDB) não ficou satisfeito com a participação do atual secretário. Ele disse entender que Jorge de Sá está há pouco tempo no cargo, mas avaliou que ele foi “frio” e demonstrou “má vontade” perante os vereadores.

Em sua defesa, Jorge de Sá se comprometeu a estudar o projeto e dar mais detalhes futuramente. Enfatizou, contudo, que seria “mais producente” a CPI convidar para prestarem esclarecimentos os profissionais que estão envolvidos na obra desde o início dela. Ele frisou que estava na reunião para ajudar a comissão e que a Seinfra tem uma equipe de profissionais que pode esclarecer todos os esclarecimentos.

O secretário afirmou que a obra está parada, mas que será retomada, conforme prioridade do governo.

Planejamento

Presidente da CVJ, o vereador Maurício Peixer (PL) pediu a palavra ao final do encontro e disse que o parlamento vai cobrar um planejamento da obra. A cobrança será feita pela CVJ e não pela CPI, já que a comissão tem a finalidade específica de investigar o andamento e possíveis irregularidades.

Cronograma

Os vereadores definiram que os encontros da comissão serão realizados nas segundas-feiras, às 9 horas, e nas quintas-feiras, às 14 horas. Um cronograma inicial de convocados também foi definido:

4 de fevereiro
Ariel Arno Pizzolatti, que ocupava o cargo de secretário de infraestrutura durante a concepção do projeto da obra de macrodrenagem;

8 de fevereiro
Adelir Stolf, que ocupava o cargo de secretário de planejamento, orçamento e gestão durante o processo de licitação da obra;

11 de fevereiro
Edu José Franco, sócio-administrador da empresa Paralela Engenharia, que foi a responsável pela elaboração do projeto da obra.

A CPI do rio Mathias é composta pelo presidente Wilian Tonezi (Patriota), pelo secretário Neto Petters (Novo), pelo relator Diego Machado (PSDB) e pelos membros Claudio Aragão (MDB) e Luiz Carlos Sales (PTB). O prazo de conclusão dos trabalhos é de 60 dias úteis, podendo ser prorrogado uma vez por mais 45 dias.

Veja o vídeo da primeira reunião


Texto: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ
Informações: Divisão de Jornalismo da CVJ