Oito vereadores formam bloco para disputar presidência da Câmara

Maurício Peixer (PL), Tânia Larson (PSL), Diego Machado (PSDB), Kiko do Restaurante (PSD), Osmar Vicente (PSC), Brandel Junior (Podemos), Pastor Ascendino Batista (PSD) e Wilian Tonezi (Patriota) formam, por enquanto, o maior bloco parlamentar para a disputa à presidência da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ). Ainda não está fechado, mas o nome mais forte é o do mais experiente. Indo para o sétimo mandato, Maurício Peixer deve ser o nome de consenso.

Receba notícias pelo Whatsapp

Parte da formação do bloco tem caráter ideológico. “São oito vereadores que pensam igual”, disse Peixer. O bloco é formado por vereadores de direita, mas com diferentes matizes desse perfil ideológico. Do carismático católico Peixer, passando pelo tucano Diego Machado e chegando ao extremamente bolsonarista Willian Tonezi.

Para ser eleito presidente, o candidato precisa de dez votos (maioria absoluta, considerando que a CVJ tem 19 vereadores e considerando que todos compareçam ao plenário). Com oito garantidos, conforme acordo do grupo, restam dois. Os alvos principais são os três vereadores do Novo, que obviamente serão da situação, e os três do MDB. Segundo Peixer, há conversas com esses dois grupos.

Quem não quis conversa com o bloco mais à direita foi o bloco de centro e de esquerda, formado na semana passada. Ana Lúcia Martins (PT), Sidney Sabel (DEM), Lucas Souza (PDT), Sales (PTB) e Cassiano Ucker (Cidadania) também querem indicar um nome à presidência da casa legislativa.

Outro bloco poderia ser formado por MDB e Novo, que somariam seis votos, mas as conversas não apontam para este caminho. Sendo assim, a atual situação (MDB) e a futura (Novo) é que vai definir a mesa diretora da primeira parte da próxima legislatura. A disputa pelos postos mais altos, como a presidência da Comissão de Legislação, por exemplo, deve ser ferrenha.

Segundo Maurício Peixer, o objetivo do bloco formado por ele e mais sete parlamentares eleitos é ter uma relação de diálogo, mas também de independência, do prefeito Adriano Silva.

Possibilidades dentro dos blocos

Nenhum dos blocos tem o candidato definido. No maior, à direita, desponta o nome de Maurício Peixer. “Eu quero, mas será uma escolha de consenso”, disse o experiente parlamentar. Também forma aventados os nomes de Tânia Larson e Diego Machado.

No outro bloco, Sidney Sabel tem construído a candidatura, mas outros nomes estão na mesa. O médico Cassiano Ucker (Cidadania) pode ser a novidade. Sabel é o único com experiência no legislativo, já que foi vereador entre 2013 e 2016. Ele não pode concorrer à reeleição por causa de uma jogada do partido em que estava à época, o PP.

Segundo Sabel, ainda não se discutiu a composição da mesa diretora, mas o grupo também vai buscar o diálogo para construir a alternativa. “O que buscamos é uma Câmara de Vereadores não de oposição e nem situação, mas sem amarras, livre para discutir matérias. Não ser um cartório de homologação. Temos tempo até o dia 1° para construir esse novo modelo. As urnas deram esse recado. Tenho certeza absoluta que muitos vereadores vão refletir e possamos convergir para uma mesma direção”, disse o vereador eleito.

Quem vai compor a CVJ em 2021

Alisson Julio (Novo) – 9.574 votos
Diego Machado (PSDB) – 3.981
Tania Larson (PSL) – 3.916 (reeleita)
Adilson Girardi (MDB) – 3.838 (reeleito)
Claudio Aragão (MDB) – 3.584 (reeleito)
Érico Vinícius (Novo) – 3.504
Ana Lucia Martins (PT) – 3.126
Kiko do Restaurante (PSD) – 2.915
Osmar Vicente (PSC) – 2.744
Henrique (MDB) – 2.733
Neto Petters (Novo) – 2.523
Sidney Sabel (DEM) – 2.514
Lucas Souza (PDT) – 2.311
Brandel Junior (Podemos) – 2.293
Pastor Ascendino Batista (PSD) – 2.258
Sales (PTB) – 2.093
Maurício Peixer (PL) – 2.085 (reeleito)
Wilian Tonezi (Patriota) – 1.787
Cassiano Ucker (Cidadania) – 1.750


Texto: Felipe Silveira
Foto: Mauro Arthur Schlieck/CVJ