Darci de Matos: de favorito a mais uma derrota em segundo turno

Essa parecia ser a vez de Darci de Matos na eleição para prefeito de Joinville. De longe o mais experiente entre os 15 candidatos, esteve sempre disparado em primeiro nas pesquisas. Não parecia ter adversário que pudesse batê-lo. Mas no “meio da tabela” tinha Adriano Silva, empresário embalado pelo sentimento antipolítica que cresceu na reta final, virou o jogo e deu a Darci sua terceira derrota em segundo turno.

Quando sentiu o golpe, Darci buscou o contra-ataque tentando colar em Adriano o mesmo fator que tirou Fernando Krelling da disputa: a rejeição a Udo Döhler, empresário como Adriano e que sairá da prefeitura no fim de dezembro com uma alta taxa de reprovação.

O atual prefeito foi eleito defendendo seus predicados na iniciativa privada. Já o prefeito eleito, por estratégia, não colocou essa carta na mesa, salvo raras exceções, quando mencionou os negócios da família e sua atuação no voluntariado.

Mas não colou. Assim como não colou também a tentativa insistente de se associar ao presidente Jair Bolsonaro, cuja alta votação em Joinville não migrou para Darci como pretendia o candidato do PSD. Adriano, por mais que tenha traços bolsonaristas, rejeitou também essa jogada.

Ao contrário de Fernando Krelling, que, mesmo derrotado, saiu forte, Darci sai desgastado dessa disputa. Ele viu seu nome virar símbolo da rejeição aos políticos profissionais. Agora volta para a Câmara e em 2022 retorna para o jogo político para tentar manter seu mandato.


Texto: Alexandre Perger
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados