Secretaria divulga medidas para evitar acidentes domésticos com crianças

A curiosidade e a energia de se movimentar rapidamente das crianças podem levar a riscos de acidentes no ambiente doméstico. Principalmente nesta pandemia, que tem exigido longos períodos em casa. Para diminuir esta vulnerabilidade, a Secretaria da Saúde está reforçando lembretes sobre cuidados essenciais com os pequenos.

A pediatra do apoio técnico da Saúde da Criança, Fátima Mucha, reforça que a criança exige cuidado constante. “Em cinco minutinhos que o adulto se afasta pode acontecer algo perigoso”, observa a pediatra. Ela comenta que na idade de um ano, já conseguem correr muito rápido, e em poucos instantes podem estar envolvidos num acidente. “Jamais deve ser deixada brincando com água sozinha, por exemplo”, orienta.

Segundo ela, até mesmo comidas inadequadas à fase de alimentação da criança podem ocasionar engasgo. Também é preciso cuidar com toalhas de mesa com pontas ao alcance dos pequenos, que podem puxar e derrubar objetos ou algo quente. A garagem também não é local para crianças brincarem, principalmente quando o carro estiver sendo manobrado. E nunca deixar o veículo aberto ou com a chave dentro.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 90% dos acidentes podem ser evitados com medidas simples, adequações no ambiente, e orientações. Em situações de emergência, ligar para o SAMU, no 192, ou Corpo de Bombeiros Voluntário, no 193.

Orientações preventivas

– Como as crianças gostam de correr pelos ambientes, se for possível, optar por móveis de bordas arredondadas, ou colocar protetores nas quinas e evitar o excesso de tapetes no chão.
– Proteger tomadas com tampas apropriadas, esparadrapo ou fita isolante.
– Fios elétricos devem estar isolados e longe do alcance.
– Não deixar ventiladores ligados onde possam ser tocados.
– Janelas em prédios devem ter tela de proteção. Em casa com local alto também. Móveis também não devem ficar próximo de janelas para evitar que subam.
– Limitar o acesso a escadas com grades de proteção.
– Não deixar o bebê sozinho em cima de trocador ou da cama.
– Produtos de limpeza e medicamentos devem ficar guardados em armários altos e fechados.
– Cuidar com objetos pequenos ao alcance da mão da criança, que costuma levar à boca.

Evite afogamentos

– O afogamento é a principal causa de mortalidade por acidentes domésticos. Nunca deixar crianças sozinhas em piscinas, rios e praias.
– Piscinas devem ser protegidas por cercas de, no mínimo, 1,5 m, que não possam ser escaladas, e por portões com cadeados ou travas de segurança que dificultem o acesso dos menores.
– Cuidar também com banhos em baldes, bacias, banheiras e piscinas infantis. Manter em local alto e vazios depois de usados.

Sem queimaduras

– Nunca cozinhar com crianças no colo.
– Utilize, de preferência as chamas de trás do fogão.
– Mantenha os cabos das panelas voltadas para o centro do fogão.

Perigo de sufocação e atropelamento

– Não deixe sacos plásticos, cordões e fios próximos da criança.
– Bebês pequenos devem dormir no berço de barriga para cima, evitando o excesso de almofadas e cobertores.
– Não manter crianças pequenas dormindo na mesma cama dos adultos.
– Em parquinhos e na rua, sempre manter as crianças com a supervisão de adultos.

Engasgo

– Em situação de engasgo, ligar para o Samu (192) ou Corpo de Bombeiros Voluntários (193)
– Os procedimentos de emergência são: colocar a criança com a barriga para baixo em seu antebraço, sem que a mão cubra a boca do bebê. Deixe a cabeça do bebê mais baixa que o corpo e bata cinco vezes entre as escápulas com o dorso da mão.
– Gire o bebê e faça a inspeção da cavidade oral, caso visualize algo, retire. Olhe e proceda com cuidado para não introduzir ainda mais o objeto na garganta do bebê.
– Ainda mantendo a cabeça mais baixa que o tronco, efetuar cinco compressões torácicas com dois dedos na linha dos mamilos. Repetir os procedimentos até a desobstrução ou se perder a consciência.
– Estando consciente: coloque na lateral e acalme. Se o bebê ficar inconsciente: inicie a reanimação cardiopulmonar até a chegada ao hospital ou do serviço de emergência. Nos bebês, a compressão deve ser feita com dois dedos no tórax, na linha dos mamilos.


Edição: Felipe Silveira
Foto:Breno Saki/Saúde-DF
Informações: Prefeitura