Celesc registra aumento de 33% na inadimplência no primeiro semestre de 2020

A Celesc registrou, no primeiro semestre de 2020, um aumento de 33% na inadimplência entre os consumidores de energia elétrica em sua área de concessão em comparação com o mesmo período no ano anterior. Essa alta foi puxada, especialmente, pelas classes de consumidores industriais e comerciais, com 80% e 66% de aumento na inadimplência.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou, em julho, que as distribuidoras de energia elétrica de todo o país podem voltar a suspender o fornecimento de energia por falta de pagamento para clientes residenciais e demais classes – inclusive os serviços de atividades considerados essenciais – a partir do dia 1º de agosto de 2020.

De acordo com o gerente do Departamento de Recuperação de Receitas, Fernando Kaszewski, o consumidor receberá uma nova notificação sobre a existência de pagamentos pendentes, mesmo que tenha sido comunicado anteriormente. O aviso irá na fatura informando a partir de que data poderá ocorrer o corte, previsto para 15 dias após o cliente receber o alerta. Por isso, a previsão é de que os cortes na área de concessão da Celesc devam ser retomados na terceira semana do mês de agosto.

Parcelamento da dívida

Clientes residenciais, rurais e demais classes de consumidores com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV podem aderir ao parcelamento em até 12 vezes e o valor do débito será atualizado com multa, juros e correção monetária. A solicitação pode ser feita pela internet.

Para que a dívida possa ser parcelada, a unidade consumidora deve estar ativa ou com a energia cortada, não podendo estar desligada do sistema. O valor do débito deve ser entre R$ 450 e R$ 10 mil.

O parcelamento alcançou também o setor industrial de Santa Catarina. Cerca de 700 indústrias parcelaram os débitos durante a pandemia, em um montante que, até o momento, soma R$ 68 milhões.

Proibição do corte de energia

A Resolução da Aneel estabelece um conjunto de medidas para garantir a continuidade do serviço de distribuição de energia durante a pandemia da covid-19.

Consumidores de baixa renda (cerca de 36 mil famílias cadastradas em Santa Catarina) e residências onde um dos moradores depende de equipamentos elétricos para preservação da vida (2,3 mil famílias cadastradas) não podem ter sua energia cortada.


Edição: Fernando Costa
Fotos e informações: Celesc