Sinsej cobra ações da Prefeitura para conter transmissões entre servidores

O Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville e Região (Sinsej) tem cobrado a Prefeitura acerca das medidas para evitar a contaminação de servidores pelo novo coronavírus. De acordo com a entidade que representa os trabalhadores, o governo municipal não é transparente e não toma as medidas necessárias para enfrentar o problema.

Uma das críticas do sindicato é sobre os dias de atestado para servidores. A Prefeitura alega que segue a diretriz do Ministério da Saúde, que são sete dias para assintomáticos e 14 para aqueles que apresentam os sintomas da covid-19. Segundo a assessoria municipal, os servidores diagnosticados são afastados para tratamento e isolamento domiciliar.

Mas os trabalhadores também cobram a testagem nos servidores que trabalham nos mesmos locais e a comunicação aos usuários do serviço de cada local. O Sinsej ainda cobra transparência acerca das medidas. Segundo a entidade, foram enviados diferentes ofícios à Secretaria de Saúde com pedidos de informações que não foram respondidos. Por isso, o sindicato protocolou uma denúncia contra a administração municipal no Ministério Público de SC.

“De que adianta contratação temporária de médicos plantonistas se não são tomados cuidados básicos com demais trabalhadores que estão na linha de frente de combate à pandemia ou em outros serviços essenciais? Como pensar e reiniciar as aulas no mês de setembro se não há um protocolo efetivo para conter o contágio do vírus na população?”, questiona a nota do Sinsej.

O Mirante também perguntou à Prefeitura sobre a adoção de trabalho em regime de home office nas pastas em que isso é possível. Segundo denúncias de diferentes servidores públicos, estas não ligadas ao sindicato, há secretarias que poderiam adotar o regime, mas não o fazem, enquanto outras atuam dessa forma.

A assessoria municipal respondeu que “a questão do home-office depende das demanda de trabalhos particulares de cada secretaria e se é possível realizar esse tipo de trabalho domiciliar”, mas não respondeu se a adoção do regime é uma diretriz da administração.


Texto: Felipe Silveira
Foto: Prefeitura