A política em Joinville: Faltou posicionamento no Dia do Orgulho LGBTQIA+

Por Felipe Silveira
Foto: PDT 

Os três deputados federais de Joinville não se manifestaram sobre o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado no domingo (28). Apenas Rodrigo Coelho (PSD) retuitou (como é chamado o ato de compartilhar uma postagem na rede social Twitter) uma mensagem do Senado que destacava a iluminação especial do Congresso Federal.

Foi a primeira vez que o prédio ficou iluminado com as cores do arco-íris, símbolo da luta pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais ou transgêneros, queers, interssexuais, assexuais e quaisquer outras pessoas que se identificam de alguma forma com essa pauta.

A discussão política em torno das identidades de gênero já esteve mais em foco em Joinville. Um movimento social bastante atuante marcava presença na Câmara e em manifestações com frequência, além de organizar a própria marcha do Orgulho LGBTQIA+. A ascensão de uma direita conservadora e virulenta explica parte da diminuição do debate público e político, mas que também pode ter arrefecido por conta dos avanços conquistados pelo movimento. Observa-se, especialmente nas redes sociais, que há muitos jovens que lutam pela causa, mas distantes da política formal, institucional.

E a política institucional não pode se furtar desse debate, ainda mais diante de um país em franca marcha conservadora e fundamentalista. São milhões de brasileiros, brasileiras e brasileirxs que precisam ter o direito de trabalhar, viver, e amar em paz assegurados. É a política tem o dever de garantir esses acessos, com leis no Legislativo, ações no Executivo e decisões no Judiciário. Políticos, portanto, quando não se manifestam, consentem com as coisas como estão.

Entre os pré-candidatos à Prefeitura de Joinville, foram poucas as menções ao tema. Francisco de Assis (PT) e Guilherme Luiz (PSOL) fizeram postagens sobre o tema. “Que todos nós possamos viver numa Joinville mais acolhedora, sem discriminação de gênero, raça ou orientação sexual”, escreveu o petista. O jovem do PSOL lembrou que, no Brasil, uma pessoa morre a cada 26 horas por ser parte da população LGBTQIA+. Ele também participou de uma formação do partido com militantes do setor.


Comemorou

Coronel Armando (PSL) comemorou a inauguração de parte da obra de transposição do rio São Francisco, no Nordeste do Brasil. Projetada desde o Império, a obra começou a sair do papel durante as gestões do PT, partido que bolsonaristas tratam como inimigo. Por isso, muito se discutiu, no fim de semana, de quem é o mérito pela obra, já que mais de 90% do trecho inaugurado por Jair Bolsonaro já estava pronto. Pelo ritmo das grandes obras e pela duração dos mandatos, é natural que políticos inaugurem obras dos antecessores. E que cada um receba seu devido crédito pelo trabalho.

Fundeb

Rodrigo Coelho (PSB) anunciou que vai votar pela manutenção do Fundeb, já que o tema vai entrar em discussão na Câmara nas próximas semanas. “Não podemos permitir que o fundo perca sua vigência em 31 de dezembro deste ano, ou então correremos o risco de comprometer o financiamento da educação de nossos estudantes”, escreveu no Facebook. Ele também disse que vai trabalhar para que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica se torne permanente e que o repasse seja maior.

Saneamento

Darci de Matos (PSD) gravou um vídeo para contestar o argumento de partidos de oposição sobre a privatização da água com a aprovação do novo marco regulatório do saneamento. “Ele dá condição jurídica e abre a possibilidade de investimentos privados”, anotou Darci. O parlamentar ainda registrou que, com a nova lei, Santa Catarina poderá ultrapassar os 50% dos municípios atendidos.

Conforme a coluna recomendou na última edição, o debate sobre saneamento é mais complexo. O novo marco ainda é uma incógnita. Por isso recomendamos essa entrevista com uma das principais especialistas do país.


A semana na Câmara

Nesta segunda, na CVJ, a Comissão de Economia debate dois assuntos: festas típicas e Meliponicultura. Convidados a Secretaria de Cultura e Turismo, Unidade de Desenvolvimento Rural, da Associação de Apicultores de Joinville e da Associação dos Meliponicultores de Joinville participam do encontro a partir das 14 horas.

Também às 14 horas, a Comissão de Legislação realiza seu encontro. Entre os projetos da pauta está a proposta de revisão do Plano Diretor (PLC 61/2018). A sessão ordinária começa às 17 horas.

Na terça-feira (30) haverá reuniões da Comissão de Proteção Civil, às 14 horas, e da Comissão de Urbanismo, às 15 horas. Não foram divulgadas as pautas. Às 17 horas, sessão ordinária. Às 19h30 ocorre reunião pública da Comissão de Urbanismo. Em pauta o Projeto de Lei Complementar 32/2019, que pretende que um trecho da Rua Visconde de Mauá deixe de ser faixa viária.

Na quarta-feira (1º), a Comissão Especial Covid-19 recebe o secretário de Saúde, Jean Rodrigues da Silva, que deve atualizar a comissão sobre a situação da pandemia de coronavírus no município. Será às 15 horas. A Comissão de Finanças se reúne às 16 horas e a sessão ordinária ocorre às 17 horas.


A política em Joinville é uma coluna informativa sobre o cenário político da cidade. Diariamente, a equipe de O Mirante destaca os principais acontecimentos do momento (do dia ou da semana). Atualmente, o editor Felipe Silveira é o responsável por ela. Você pode contribuir com pautas, com divulgação e com R$ 1 (ou mais), colaborando com nossa campanha. Saiba mais clicando na imagem abaixo.