A política em Joinville: Comentários de joinvilenses em Brasília

Por Felipe Silveira
Foto: Facebook ‘Comandante Coelho’ 

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Pé frio?

Nelson Coelho, vice-prefeito de Joinville e pré-candidato a prefeito pelo Patriotas esteve em Brasília na quarta-feira (17), onde se reuniu com ministros e parlamentares, além de participar de atividade com o presidente Jair Bolsonaro. Mas parece não ter levado muita sorte aos colegas de ideologia. Um dia depois dos encontros, Abraham Weintraub foi demitido do Ministério da Educação e a Polícia Federal achou Fabrício Queiroz na casa do advogado de Jair Bolsonaro.

Fora isso, o vice-prefeito voltou feliz da viagem à capital. “Levamos as mais diversas demandas e projetos que temos para Joinville, das mais diversas áreas, demandas estas acolhidas e vistas com bons olhos por cada um que as escutou”, registrou.

Silêncio

Os três deputados federais de Joinville — Darci de Matos (PSD), Rodrigo Coelho (PSB) e Coronel Armando (PSL) — não comentaram a prisão de Fabrício Queiroz em suas redes sociais. Quase nenhum bolsonarista do país comentou.

Rodrigo Coelho prestigiou a posse do colega que assumiu o Ministério das Comunicações – Foto: Facebook ‘Rodrigo Coelho’

Barulho

Os três comentaram a posse do colega Fábio Faria (PSD) no Ministério das Comunicações, evento que ocorreu na quarta-feira (17). Darci disse que, entre os desafios do novo ministro, está a privatização das estatais ligadas ao ministério. Coelho mencionou um “armistício patriótico” para que nosso país volte a ser próspero e vitorioso. Armando criticou a imprensa.

“Sabemos que a resistência por parte da grande imprensa é grande, mas alguém precisava dar este passo na busca da união em prol do Brasil”, registrou o parlamentar que é militar da reserva. A escolha de Faria é tratada como aproximação de Bolsonaro ao Centrão (grupo de deputados que vota de acordo com agrados recebidos), visando a sobrevivência política no caso de um processo de impeachment.

Homenagem

Rodrigo Coelho, que foi presidente na Fundação Cultural de Joinville (FCJ) no período que foi vice-prefeito, registrou em suas redes o falecimento de Melina Mosimann. “Mulher de garra, inteligência ímpar, de sorriso largo e coração enorme”, escreveu. Evidentemente que não há qualquer intenção política na homenagem, mas a coluna observa que tanto ele quanto Darci de Matos têm o hábito de prestar condolências. É um sinal de educação e de conhecimento sobre suas comunidades.

Adiamento da eleição

Darci de Matos já falou que prefere o adiamento da eleição e fusão com a de 2022. Em entrevista ao jornal O Mirante, ele reafirmou que votará a favor da fusão se a PEC que trata do tema for colocada em votação. Por isso, ele afirma não ter decidido se será candidato.


Já Rodrigo Coelho postou que “vai ter eleição este ano, mas com algumas mudanças”. Ele comentou que, “durante reunião virtual com especialistas em saúde e integrantes do TSE, da Câmara e do Senado, foi unânime o entendimento de que é preciso prorrogar a data em algumas semanas por conta do momento que estamos vivendo, de enfrentamento ao coronavírus no Brasil”.

Segundo ele, a tendência é que o primeiro turno seja transferido de 4 de outubro para o dia 15 de novembro. Sendo assim, o segundo turno ocorreria em 29 de novembro. A alteração das datas será tratada por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional que será votada nos próximos dias.

Para dizer o mínimo

Foi muito deselegante (para dizer o mínimo) o destaque dado pela Prefeitura, em seu comunicado diário sobre o coronavírus em Joinville, à idade das 26 pessoas mortas em Joinville, na última quinta-feira (18). O texto destacava que apenas quatro pacientes com menos de 60 anos morreram pela doença na cidade. Já é terrível o destaque dado ao número de recuperados, sempre nas primeiras linhas dos textos e no topo das imagens. A informação é relevante, mas priorizá-la é uma inversão de valores.

As palavras refletem o posicionamento do prefeito, que chegou a dizer, em entrevista à Rádio Globo Joinville, que poucas pessoas morreram por causa da covid e a maioria delas morreu também com covid. Não acredita? Ouça aqui. É chocante que o prefeito pense que as pessoas não convivam com suas comorbidades e que morreram, sim, todas, por causa do vírus.

O papel do jornalista é explicar, mas eu realmente não sei como explicar que isso é uma falta de respeito à memória de quem se foi e às famílias enlutadas. Explicar o óbvio?

A Prefeitura de Joinville tem elementos concretos para valorizar no enfrentamento à pandemia. Tem uma estrutura básica boa, tomou precauções com relativa antecedência, criou serviços, buscou parcerias, abriu novos leitos e foi atrás de testes para sanar a subnotificação, entre outras ações relevantes que se refletem em números. Não precisa, portanto, cometer a deselegância inspirada no chefe.

Autorizações

Vereadores aprovaram na sessão de quarta-feira (17) dois créditos adicionais suplementares no orçamento do Fundo Municipal de Saúde (FMS). Um dos créditos é de R$ 2.918.920,80 e tem por finalidade cobrir as despesas para a aquisição de dois aceleradores lineares. Os equipamentos são utilizados em radioterapia, para o tratamento de câncer.

O segundo crédito é de R$ 2.749.531,84 e a finalidade é atender as despesas do contrato de rateio de um contrato no Consórcio Cisnordeste, que trata da “realização de exames em auxílio diagnóstico e consultas médicas, terapias/tratamentos, procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos, aquisição e distribuição de medicamentos, bem como treinamentos e desenvolvimento de pessoal”.

Contra o racismo

O deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) publicou artigo sobre a luta contra o racismo. “No que depender de mim, Santa Catarina terá em todos os lugares e em todos os momentos uma voz em defesa do fim do racismo e a permanência duradoura dos princípios democráticos do estado de direito”, escreveu.


A política em Joinville é uma coluna informativa sobre o cenário político da cidade. Às segundas, quartas e sextas-feiras, a equipe de O Mirante destaca os principais acontecimentos do momento (do dia ou da semana) e outros temas da política municipal e estadual. Atualmente, o editor Felipe Silveira é o responsável por ela. Você pode contribuir com pautas, com divulgação e com R$ 1 (ou mais), colaborando com nossa campanha. Saiba mais clicando na imagem abaixo.