A política em Joinville: Violência contra a mulher em debate

Por Felipe Silveira
Foto: Acracom

Com trajetória na segurança pública, o vereador Richard Harrison (MDB) foi convidado para um bate-papo sobre violência contra a mulher. Alessandra Rocha, ligada ao Núcleo Maria da Penha Joinville, foi a interlocutora. Na conversa, Richard chamou a atenção para os números alarmantes desse tipo de crime em Santa Catarina. O vídeo, transmitido ao vivo na quinta-feira (4), pode ser acompanhado por aqui.

O tema, que vinha sendo tratado tratado com muito atraso pelo poder público, está ainda mais em evidência durante a pandemia, com o aumento dos casos de violência durante a quarentena. A bancada feminina da Alesc, que vem tratando do tema há muito tempo, tem feito propostas no Parlamento.

Ada de Luca (MDB), que esteve à frente de parte da Segurança Pública do estado durante o governo Raimundo Colombo e coordena a Bancada Feminina, propôs dois projetos para combater, ou ao menos minimizar, o problema. Um deles trata da possibilidade de registrar casos de violência contra a mulher por meio da Delegacia Virtual da Polícia Civil. Essa opção, ainda indisponível aos catarinenses, já é realidade em 18 estados e no Distrito Federal.

Outro projeto apresentado pela deputada visa garantir um auxílio emergencial no valor de R$ 600 para as mulheres que estão sob medida protetiva no estado. “Sabemos que muitas mulheres deixam de denunciar casos de violência em função da dependência econômica dos companheiros. Por isso, precisamos oferecer essa garantia e segurança financeira às vítimas”, defendeu Ada.

A bancada feminina também se comprometeu a apresentar um projeto de lei que obriga os condomínios residenciais no estado a registrarem e comunicarem às polícias Civil e Militar, em até 48 horas, casos ou indícios de agressões domésticas contra mulheres, adolescentes e idosos. A proposta foi levada ao Legislativo pelo Movimento Estadual das Mulheres do Ministério Público, entidade que reúne 67 mulheres integrantes dos Ministérios Públicos Estadual, Federal, do Trabalho e de Contas.

Conforme levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o percentual de feminicídios aumentou 22,2% nos meses de março e abril de 2020, em relação ao mesmo período de 2019. Ainda de acordo com o mesmo estudo, o percentual de lesão corporal contra a mulher diminuiu 25,5%, também considerando os meses de março e abril de 2019 e 2020.

Não pode ser só isso

Assim como o racismo, a violência contra a mulher é mais um dos grandes temas que aparece muito pouco nas redes sociais e noutros posicionamentos públicos dos políticos com mandato em Joinville. A situação publica um monte de foto do lado de obra da Prefeitura. A oposição fala apenas dos problemas que atingem o prefeito. Ok, faz parte, mas não pode ser só isso. Depois a cidade fica cheia de fascistinha, que vão se voltar contra a política, e vai ser pior.

Assim, vale registrar que pelo menos parte dos vereadores tem algo a dizer. Com sua experiência na área de segurança, Richard abordou o tema de maneira bastante refinada, com propostas que podem ser amplificadas e debatidas. É claro que o movimento feminista tem prioridade na hora de propor soluções, mas os parlamentares também podem contribuir com o debate público.

Gratificação

Com base na Medida Provisória 228/2020, publicada dia 26 de maio pelo governo de Santa Catarina, a direção do Sinsej solicitou ao prefeito Udo Döhler uma gratificação especial transitória aos servidores da Saúde. A MP 228/20 garante gratificação especial transitória aos servidores da rede estadual de saúde.

Rodrigo Adriany David será candidato à reeleição em Garuva – Foto: Amunesc

Descompatibilizado

Rodrigo Adriany David, prefeito de Garuva que presidia a Amunesc desde fevereiro, renunciou à presidência da entidade. A legislação eleitoral exige a descompatibilização da diretoria para a candidatura à reeleição aos cargos de prefeitos, como é o caso do garuvense. Os vice-presidentes e os integrantes do Conselho Fiscal também deixam a diretoria.

“Quis o destino que eu fosse presidente da Amunesc num momento de pandemia. Com minha experiência como médico, pude dialogar com os prefeitos da região e orientar quanto à tomada de decisões. Foi um período curto, mas de grandes aprendizados e superação de desafios”, destacou o político sobre a experiência.

Último ato

Antes de deixar a presidência, Rodrigo fez a assinatura de alguns contratos. Entre eles está a contratação de uma empresa que prestará assessoria para a elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) para o município de Campo Alegre.

Com explicação

Rodrigo Bornholdt, recém-filiado ao PSB, elogiou a torcida antifascista do JEC. Mas, com a repercussão, mais de 400 comentários até o momento, julgou necessário acrescentar uma observação à postagem, explicando sua posição. “Entendo importante qualquer manifestação PACÍFICA contra a ameaça fascista que paira sobre o país nesse momento”, escreveu.

Contradição

Ulrich Beathalter, ex-presidente do Sinsej e ligado ao PSOL, apontou uma contradição em alguns amigos que condenam o “ódio” e a “violência” dos antifascistas. Aspas dele, que lembrou das mensagens de ódio e violência contra pessoas de esquerda.

“Apoiaram discursos a favor da tortura e da ditadura. Achavam bonita a atitude violenta dos que agrediram profissionais da saúde em Brasília. Conheço vários que comemoram, veladamente, toda vez que a polícia agride ou mata um preto pobre favelado. São favoráveis ao ‘bandido bom é bandido morto’. Não veem nada errado nos manifestos que imitam a Ku Klux Klan e que portam bandeiras neonazistas”, registrou em uma rede socia.


A política em Joinville é uma coluna informativa sobre o cenário político da cidade. Diariamente, a equipe de O Mirante destaca os principais acontecimentos do momento (do dia ou da semana). Atualmente, o editor Felipe Silveira é o responsável por ela. Você pode contribuir com pautas, com divulgação e com R$ 1 (ou mais), colaborando com nossa campanha. Saiba mais clicando na imagem abaixo.