Servidores suspendem greve e convocam assembleia para o dia 18

Os servidores públicos municipais de Joinville decidiram, em assembleia geral realizada na tarde da última segunda-feira (2), suspender a greve, que durou 14 dias. os servidores optaram por manter o estado de greve, mantendo a ocupação da ante-sala do gabinete do prefeito Udo Döhler (MDB).

Os servidores também decidiram por uma nova paralisação no dia 18 de março, às 9 horas, em frente à Prefeitura. A paralisação será utilizada também para avaliar a reunião de negociação com o prefeito Udo Döhler, que está marcada para o dia 16.

A direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região (Sinsej) defendeu a continuidade da greve e avaliou o movimento. “Saímos dessa greve com cabeça erguida, com duas vitórias importantes desde o início: a rejeição do Projeto de Lei Complementar 51/2019, que extinguia o cargo de supervisor II e criava gratificação para 30 servidores indicados na Secretaria de Educação, como também o adiamento da votação do PLC 03/2020”, disse Jane Becker, presidente do Sinsej. “Se não estivéssemos na Câmara, o projeto do Ipreville [PLC 03/2020] poderia ser aprovado rapidamente e sem discussão. Foi a nossa greve que trouxe essa conquista”, complementou.

Um pouco antes da assembleia, o vereador Richard Harrison, presidente da Comissão de Legislação, se comprometeu a não colocar o Projeto de Lei Complementar 03/2020, que aumenta a alíquota de contribuição dos servidores para a Ipreville de 11% para 14%, em votação sem a presença de técnicos que esclareçam sobre a questão do aumento da alíquota.

Ocupação continua
De acordo com o Sinsej, a continuidade da ocupação da ante-sala do gabinete do prefeito até o dia da reunião é uma maneira de mostrar resistência e de fazer o prefeito lembrar como tratou os servidores no período de greve.

“Só vamos arredar o pé quando o prefeito nos atender”, afirmaram as diretoras Emanuelle Prado, Elisete Souza, Diná Freitas e Angela Steffens, membras do Conselho de Representantes por Local de Trabalho. Elas ocupam o local desde o dia 20 de fevereiro, quando o prefeito negou o quinto pedido de reunião feito pelo Sinsej.


Edição: Fernando Costa
Foto: Alex Sander Cardoso/Divulgação
Informações: Assessoria do Sinsej