Interdição da Via Gastronômica deixa empresários no prejuízo

Na tarde de sexta-feira (28), empresários com estabelecimentos na rua Visconde de Taunay, a Via Gastronômica, se reuniram para reclamar da demora nas obras de macrodrenagem do rio Mathias. Inviabilizando a circulação de joinvilenses e de turistas que poderiam frequentar a via, a obra tem deixado os empresários no prejuízo.

O trecho foi interditado no dia 19 de fevereiro, com previsão de término no dia 18 de março. A Prefeitura já avisou, no entanto, que a obra naquela região vai demorar mais quatro meses, aproximadamente. Esta é a principal reclamação dos empresários, que não são contra a obra, mas querem ter certeza do prazo para que façam o planejamento adequado e minimizem prejuízos.

A macrodrenagem do rio Mathias gera transtornos e muitas reclamações por onde passa. Moradores e empresários de diversos trechos já fizeram protestos. Responsáveis pelo Consórcio Motta Júnior Ramos Terraplanagem, que detém a licitação, e também da Prefeitura já foram chamados diversas vezes para prestar esclarecimentos. O Ministério Público Federal (MPF) pediu o rompimento do contrato e realização de nova licitação, mas a Justiça determinou que a obra continuasse com as mesmas empresas.

Enquanto isso, a população afetada segue com prejuízos. Conforme Giovanna Locatelli, da Slice Pizzas, estabelecimento que sediou o encontro dos empresários, o faturamento da pizzaria caiu 70% desde o início das obras. Ela também teve que demitir muitos funcionários com a queda do número de clientes.

Entre os estabelecimentos que reivindicam um período adequado para conclusão das obras, além da Slice Pizzas, estão: Churrascaria Chimarrão, Pizzaria Fatirella, Optimais, Café Quente, Panificadora Requinte e Hotel Tannenhof.

Para Veroni Bortoncello, da Churrascaria Chimarrão, muitos comércios foram prejudicados, mas ninguém avisou as pessoas que administram as empresas. O faturamento da churrascaria caiu pela metade. Para Veroni, os políticos precisam tomar uma atitude perante os comerciantes. O empresário sentiu o prejuízo por causa das obras a partir de janeiro.

Segundo Ana Luiza Tannenhof, dona do Hotel Tannenhof, às vezes é necessário tirar os cones das obras para a passagem dos carros. Isso prejudica o hotel, que tem clientes de longe, de outras empresas, de modo que muitas vezes vêm cinco pessoas em um carro, tanto para a hospedagem quanto para o restaurante.

Adriana Alves, da Pizzaria Fatirella, também reclamou que a rua não tem fluxo de carros e, por isso, ela perde metade do lucro no local. Para ela, é preciso se organizar melhor e trazer mais pessoas para defender a causa dos comércios.

Mario Jorge da Cunha é dono da Panificadora Requinte e explicou que os clientes não conseguem acessar o local dirigindo quando chove. O lucro na panificadora caiu 60%. O empresário reclamou que a obra está sem planejamento, cronograma ou fiscalização. Para ele, falta competência à empresa responsável pela obra.

Anais Maria Loss, das Óticas Optimais, explicou que há um fluxo de clientes vindo do terminal de ônibus na loja e que estimava vender o dobro ou o triplo, mas com a obra o estabelecimento não tem acesso para pedestres. Além disso, vários caminhões transitam no local, trazendo poeira para o espaço.


Reportagem e foto: Lucas Borba