Moradores do Vila Nova querem estação de tratamento em outro local

Moradores do bairro Vila Nova querem que a Companhia Águas de Joinville (CAJ) implante a estação de tratamento de esgoto planejada para o bairro em outro terreno. A preocupação maior dos moradores é que a estação traga mau cheiro à região de implantação e que isso acarrete em desvalorização dos imóveis. Eles participaram de udiência pública da Comissão de Urbanismo na última quarta-feira (11).

Na reunião, Adilson Girardi (SD), que é morador do bairro a acompanha a discussão há mais de uma década, sugeriu outros imóveis e entregou um dossiê com documentos e solicitações para a presidente da CAJ, Luana Siewert, para que ela considerasse a mudança de local.

Os vereadores Maurício Peixer (PL) e Odir Nunes (PSDB) acompanharam as reclamações dos moradores na reunião e afirmaram que há dois caminhos para a mudança do imóvel. Um deles é que os vereadores da base de governo se reúnam com o prefeito para sensibilizá-lo quanto à mudança. A outra seria a via judicial.

A Águas de Joinville já está com a licitação encaminhada para contratar a empresa para construir a estação, que deve ocupar uma área de mais de 19 mil m², às margens da Rodovia do Arroz e ao sul da rua São Firmino, uma das que compõem o binário do Vila Nova. O imóvel destinado à estação fica no limite da zona urbana e é parte do patrimônio do município como resultado de doação de terras que precisa ser feita em loteamentos. Essas doações de terras são previstas em lei para que a Prefeitura possa implantar equipamentos públicos, que podem incluir desde escolas, postinhos de saúde, praças e até mesmo espaços como estações de tratamento de esgoto.

A estação funcionaria pelo método de lodos ativados com aeração prolongada. Conforme a presidente da CAJ, que acompanhou a reunião, o método eliminaria odores, uma das principais reclamações dos moradores. A destinação dos efluentes tratados seria o rio Motucas, conforme apresentação feita pela CAJ na reunião. Outros resíduos do tratamento seriam destinados ao aterro sanitário de Joinville, na Zona Industrial Norte.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ
Informações: Divisão de Jornalismo da CVJ

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