Rodrigo Fachini pede desfiliação do MDB ao TRE

O vereador Rodrigo Fachini (MDB) protocolou, na quinta-feira (5), uma Ação Declaratória de Justa Causa para Desfiliação Partidária, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Florianópolis. Ele argumenta que tem sido cerceado pelo MDB, que busca dificultar o exercício de sua função de vereador na sua plenitude. Segundo o parlamentar, que é próximo ao grupo de Mauro Mariani na divisão interna do partido, o documento entregue ao tribunal contém provas e evidências do que ele alega.

A animosidade teve início durante o processo eleitoral de 2018. Candidato a deputado estadual, Fachini sentiu que não teve o apoio necessário do partido e do prefeito Udo Döhler. Desde então passou a fazer críticas ao governo municipal. O vereador alega que, desde que subiu o tom, o partido tem lhe impedido de falar na Tribuna da Câmara de Vereadores durante as sessões ordinárias e que ele foi excluído das reuniões da bancada.

Em fevereiro deste ano, Fachini participou da formação de um bloco de oposição na Câmara, alinhado com Mauricio Peixer (PL), Iracema do Retalho (PSB), Odir Nunes (PSDB), Tânia Larson (SOL) e Ninfo König (PSB). Jaime Evaristo (PSC) compunha o bloco, à época, mas migrou para a situação no decorrer do ano. “Eu recebi antecipadamente a comunicação de que não participaria de nenhuma comissão, especialmente daquelas importantes”, disse o vereador à época, justificando a adesão ao grupo.

Membro da Família Fachini, cuja trajetória foi marcada pela solidariedade e uma atuação à esquerda no espectro político, Rodrigo foi eleito em 2012 com 4.432 votos, Fachini foi líder do governo no primeiro biênio (2013-2014) de Udo Döhler, quando integrou uma comissão importante, de Legislação e Justiça. Foi presidente da CVJ no biênio seguinte (2015-2016) e reeleito em 2016 com mais de 6.243 votos na última eleição municipal. Presidiu a Comissão de Finanças em 2017 e 2018 e hoje integra, somente, as comissões de Legislação e de Cidadania. Na eleição para a Alesc, fez cerca de 20 mil votos.

Segundo a assessoria de imprensa do vereador, ele tem conversado com diferentes partidos, mas a definição deve ocorrer por janeiro ou fevereiro. A ideia é garantir a saída do MDB com a manutenção do mandato. O objetivo do parlamentar é tentar a reeleição em 2020.

“Nada, nem ninguém, vai me calar. Meu compromisso é com a cidade, com o cidadão, e não com qualquer grupo político”, registrou em nota divulgada à imprensa.


Texto: Felipe Silveira
Foto: Facebook de Rodrigo Fachini

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