Repúdio à ditadura e memória de Marielle são temas de ato em universidade

Ocorre nesta terça feira (5), às 18 horas, o ato “Ditadura Nunca Mais, Justiça por Marielle”, em Joinville. Os manifestantes escolheram o pátio em frente à Univille como local. O protesto foi convocado após a divulgação de citação ao presidente Jair Bolsonaro na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Marielle Franco foi vereadora do Rio de Janeiro pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) de 2017 até o início de 2018, ano em que foi assassinada a tiros junto com Anderson Gomes, que dirigia o carro que estavam no momento do crime. Desde então, a investigação ainda não conseguiu encontrar o culpado pela morte da líder política e do motorista. Na segunda (4 ) completaram-se 600 dias desde que Marielle perdeu a vida no atentado.

O nome do presidente Jair Bolsonaro foi citado pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra, no Rio de Janeiro, onde morava um dos suspeitos de ter assassinado a vereadora. Segundo o porteiro, outro suspeito, ao chegar ao condomínio, falou que queria ir para a casa da família Bolsonaro. O caso veio à tona em reportagem do Jornal Nacional, que apurou a presença de Jair Bolsonaro em Brasília naquele dia. Mas, a citação ao seu nome poderia levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que o presidente tem foro privilegiado.

Desde então, diversas manifestações foram marcadas por todo o país. Em Joinville, na última sexta-feira (1), o PSOL organizou um ato em memória de Marielle, que ocorreu na Praça da Bandeira, no centro da cidade. Segundo a organização do evento, o ato foi convocado porque a desconfiança do envolvimento do presidente da República em um crime como o assassinato da vereadora é “inaceitável”.

Contudo, como o clima em Joinville foi de chuva, poucas pessoas compareceram ao protesto. Foram cerca de 20 manifestantes, que fizeram uma roda de conversa para debater os últimos acontecimentos envolvendo Marielle. Mas as expectativas da organização do ato para desta terça são bem maiores. “Acreditamos que será maior, com mais gente e sobretudo alcançando mais pessoas para informá-las sobre o que tem acontecido no nosso país” comentou Guilherme Luiz Weiler, um dos organizadores.

Além de justiça para a morte da vereadora, os manifestantes também pautam no movimento o repúdio contra a ditadura militar. Logo após a divulgação do nome da família Bolsonaro nas investigações, o deputado estadual Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), um dos filhos do presidente, teria sugerido que o governo utilizasse de táticas semelhantes às decretadas durante o regime militar que ocorreu no país de 1964 a 1985.

O protesto na Univille é uma organização do PSOL e de outros movimentos e partidos de esquerda da cidade: União da Juventude Comunista, o Juventude Manifesta, Partido dos Trabalhadores (PT), Juventude Socialista PDT, Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Comunista Brasileiro (PCB), União Nacional LGBT (UNALGBT) e Resistência PSOL.

Manifestantes realizaram ato pela memória da vereadora na última sexta-feira – Foto: Divulgação

Texto: Jéssica Horr
Foto: Pagina Marielle Franco

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