Com 125 acidentes no ano, Serra Dona Francisca é considerada prioridade na CVJ

A Serra Dona Francisca (SC-418) foi o assunto da reunião pública da Comissão de Urbanismo realizada na noite de segunda-feira (21), na Câmara da Vereadores de Joinville. Com 125 acidentes no ano, a estrada foi considerada a prioridade pelos parlamentares. O levantamento foi feito pela comissão junto à Polícia Rodoviária.

Uma inspeção dos técnicos da CVJ detectou placas de sinalização gastas e cheias de mato, além de asfalto gasto por conta do tráfego de caminhões pesados – cerca de 8 mil veículos passam todos os dias pelo trecho Joinville/São Bento do Sul.

“As condições da SC-418 são lamentáveis”, disse o presidente da comissão, Jaime Evaristo (PSC), que já apresentou moção ao governo do estado para que tome medidas urgentes. “Essa é a prioridade das prioridades”, afirmou. Foi uma direta ao secretário estadual de Infraestrutura e Mobilidade, Carlos Hassler, que disse, no último dia 10, que a serra não era prioridade do governo.

Também estiveram na reunião os vereadores Maurício Peixer (PR), Richard Harrison (MDB), Odir Nunes (PSDB), Fábio Dalonso (PSD) e Rodrigo Fachini (MDB).

A representante da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade de SC disse que levará o pleito ao secretário, para que ele possa dizer o que será feito a longo e curto prazos na serra. Presente à reunião, o deputado estadual Sargento Lima (PSL) criticou falhas de interlocução com o governo estadual e lamentou que não seja visto por políticos e líderes locais como representantex de Joinville na Alesc.

Risco ao abastecimento

Dalonso defendeu projeto de sua autoria, que proíbe o trânsito de cargas tóxicas à noite na serra. Ele também sugere a cobrança de taxa para coibir o tráfego de caminhões no período noturno. A justificativa é a de que um acidente ali, perto da Estação de Tratamento de Água do Rio Cubatão, poderia afetar o abastecimento de água em Joinville.

“O joinvilense não tem ideia do risco que corre”, advertiu. Segundo o vereador, um especialista da área estimou que, em caso de contaminação de produto tóxico, a cidade poderia ficar sem água por até seis meses. “Seria um colapso”, afirmou o vereador.

Sinal de celular

Outro problema da serra é a falta de sinal de celular, que impossibilita o pedido de ajuda, em caso de acidentes. Segundo o presidente da Ajorpeme, Fernando Bade, o pedido de melhorias no sinal já foi levado ao governo estadual, mas o tema não evoluiu – até reuniões na Anatel foram feitas.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Artur Schlieck/CVJ
Informações: Divisão de Jornalismo da CVJ

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