Restauro do acervo do Museu Casa Fritz Alt é tema de encontro na Univille

Nesta sexta-feira (27), às 19 horas, no anfiteatro da Biblioteca da Univille, ocorre uma roda de conversa sobre processos de conservação e acervo do Museu Casa Fritz Alt. O evento gratuito é realizado pelo Museu Casa Fritz Alt (MCFA) e faz parte da programação da 13ª Primavera de Museus, temporada cultural coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), de 23 a 29 de setembro.

Como convidados especiais estarão presentes a conservadora e restauradora do Centro de Preservação de Bens Culturais (CPBC) de Joinville, vinculado à Secretaria de Cultura e Turismo (SECULT), Elisângela Silva; e o mestre em Patrimônio, Cultura e Sociedade, Luiz Donizete Mendes. A mediação será feita pela coordenadora do Museu de Arte de Joinville e do Museu Casa Fritz Alt, Helga Tytlik. A discussão proposta vai ao encontro do tema da 13ª Primavera de Museus: “Museus por dentro, por dentro dos museus”.

De acordo Elisângela Silva, o acervo do Museu Casa Fritz Alt tem como peculiaridade a diversidade de materiais utilizados pelo artista plástico alemão. “O acervo do Fritz Alt é mais complexo por ter peças em metal, papel e gesso. É preciso conhecimentos diferentes dentro da área de conservação e restauro. Geralmente, um restaurador se especializa em uma área, mas para esse acervo os profissionais precisam ter formação em diversas áreas”, afirma a restauradora.

Outro diferencial destacado por ela é a qualidade das peças produzidas por Fritz Alt: “Uma curiosidade é que Fritz Alt fazia suas peças em gesso e depois fundia em bronze. As peças que ele fazia dentro da própria casa eram de excelente qualidade, dificilmente encontrada hoje em dia. É preciso realmente conhecer a técnica para fazer”.

Além do Museu Casa Fritz Alt, o Centro de Preservação de Bens Culturais de Joinville realiza trabalho constante e conservação e restauração dos acervos de todas as Unidades da SECULT e, também, dos bens móveis da Prefeitura de Joinville.

“É um trabalho delicado, moroso, que precisa de coordenação motora fina, paciência, bom senso e, também, o conhecimento e uso de técnicas específicas”, completa Elisângela, que compõe a equipe de três restauradores do CPBC.

A roda de conversa é direcionada a profissionais e estudantes da área e aberta à comunidade. Não é preciso se inscrever antecipadamente.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Phelippe José/Prefeitura/Arquivo
Informações: Prefeitura