Cadeirantes reclamam de falta de acessibilidade em ônibus intermunicipais e interestaduais

Cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida participaram nesta terça-feira (17) de uma reunião da Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) para reclamar da falta de acessibilidade de ônibus de linhas intermunicipais e interestaduais.

Representante da Associação dos Deficientes Físicos de Joinville (Adej), Luzia Cleia Moraes da Silva afirmou que as viagens de ônibus são “terríveis”. Segundo ela, o descaso começa na hora da compra da passagem, já que não há a informação se o ônibus terá acessibilidade. A cadeirante lembrou que todos devem prestar atenção à acessibilidade, já que qualquer pessoa pode vir a ser cadeirante.

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comde), Nelso Farias, afirmou que já teve que ser carregado e até se arrastar para conseguir entrar em ônibus com escadas. “É humilhante ser carregado no colo e as pessoas assistindo. A gente só quer dignidade e autonomia”, afirmou.

Quatorze empresas de ônibus foram convidadas, algumas enviaram representantes, mas a maioria não quis se manifestar. O representante da empresa Penha afirmou que a frota da empresa não é totalmente adaptada, mas garantiu que a empresa segue a legislação, tendo em vista que os ônibus têm em média cinco anos de uso, e portaria do Inmetro definiu que a partir de julho do ano passado todos os ônibus produzidos no país deveriam ser acessíveis.

A empresa informou que novos veículos adaptados foram comprados e devem estar operando em breve.

Norma

Está valendo no país uma portaria do Inmetro de 2017 que determinou que todos os veículos de características rodoviárias destinados ao transporte coletivo de passageiros que foram fabricados a partir de 01 de julho de 2018 devem possuir plataformas elevatórias veiculares, dispositivos e outros equipamentos alternativos à plataforma elevatória veicular como meio de embarque e desembarque de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Arthur Schlieck/CVJ
Informações: Divisão de Jornalismo da CVJ