MP alerta que doação para campanha AME Jonatas seja feita somente via conta judicial

Depois que o casal Aline e Renato Openkoski foram denunciados por uso indevido do dinheiro doado para o tratamento do filho Jonatas, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informa às pessoas interessadas em ajudar na campanha que o dinheiro deve ser depositado somente na conta judicial vinculada à ação ajuizada. A campanha AME Jonatas havia sido promovida para viabilizar tratamento médico do menino, que tem atrofia muscular espinhal, uma doença degenerativa.

O alerta foi dado pela promotora de Justiça Rachel Urquiza Rodrigues de Medeiros, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Araquari, que atua na área da infância e juventude, após notícia de que os pais da criança estariam efetuando novos pedidos de doações em conta particular nas redes sociais, mesmo estando proibidos pela Justiça de arrecadar recursos diretamente.

Com o depósito em conta judicial vinculada ao processo, há a garantia de que os recursos serão efetivamente utilizados para as despesas de tratamento da criança, pois somente são disponibilizados mediante comprovação de despesa e prestação de contas, após manifestação do Ministério Público e autorização da Justiça.

A doação deve ser feita em contato com a Contadoria do Fórum da Comarca de Araquari (pelo e-mail [email protected]ou pelos telefones 047 3447-7515 ou 047 3447-7516), informando o número da subconta 18.103.9905-2 e a quantia que pretende doar, para emissão de boleto bancário.

No dia 30 de agosto foi publicada decisão judicial deferindo pedido do Ministério Público para instauração de novo inquérito policial, com o objetivo de investigar se os pais da criança praticaram os crimes de desobediência e apropriação indébita por terem solicitado novamente doações e utilizado esses recursos para outro fim que não o tratamento médico.

O pedido foi feito após o Ministério Público ter apurado que o casal utilizou R$ 16 mil arrecadados pela campanha para despesas indevidas não autorizadas pela Justiça. Após o pedido, os pais da criança permaneceram inertes, o que levou ao requerimento de inquérito policial para apuração da prática dos supostos crimes.

O casal já é réu em outra ação penal, ainda não julgada, na Comarca de Joinville, na qual foram denunciados pelos crimes de estelionato e apropriação indébita, também relacionados à arrecadação e ao gasto dos recursos da campanha.


Edição: Redação O Mirante
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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