Presídio de Joinville está “à beira do colapso”, diz João Marcos Buch

À beira do colapso. Essa é a situação do Presídio Regional de Joinville, segundo juiz titular da vara de execuções penais de Joinville, João Marcos Buch, que participou da Tribuna Livre da Câmara de Vereadores nessa quarta-feira (15).

Em entrevista ao Jornalismo da CVJ, Buch afirmou que o presídio é “um dos mais superlotados do estado”. A unidade, com 664 vagas, tem hoje encarceradas quase 1.200 pessoas.

A unidade conta com 87 agentes penitenciários. São 13,8 presos para cada agente, quando deveria ter um para cada cinco detentos, segundo Buch, ou seja, ao menos 240 agentes. Para o juiz, a falta de agentes prisionais é o motivo de fuga de cinco presos que ocorreu na terça (14).

De acordo com o magistrado, esse quadro piorou significativamente nos últimos três meses, principalmente porque houve um foco, da parte do governo do estado, em direcionar investimento maior no policiamento, sem que houvesse investimento, em grau similar, nas unidades prisionais e seus agentes.

Sobre a situação das mulheres, Buch afirmou que “a situação da mulher encarcerada é terrível”. Elas ocupam uma ala do presídio masculino e já há uma seção quase pronta para acolher as mulheres.

Porém, observou Buch, o pavilhão previsto para conclusão em outubro não vai poder funcionar porque não há pessoal para a unidade e também não há previsão da realização de concursos públicos para a contratação de agentes penitenciários.

Edição: Alexandre Perger
Foto: Mauro Arthur Schlieck/CVJ