“Ilegal é não pagar a quem emprestou”, rebate Jony Stassun

O ex-presidente do JEC, Jony Stassun, rebateu as acusações feitas pela atual diretoria do clube, que pede a anulação nos contratos de empréstimos e confissão dívidas realizadas pelo ex-mandatário no período em que esteve à frente do clube.

“A destinação dos valores emprestados serviu exclusivamente aos interesses do JEC para pagar suas dívidas e gastos inerente às atividades do clube. Não houve qualquer desvio de finalidade ou utilização particular das verbas do JEC por Jony Stassun, que não praticou qualquer ilegalidade. Ilegal não é emprestar dinheiro. Ilegal é não pagar a quem emprestou“, respondeu.

A resposta, elaborada pela advogada Natalie Sena, que também faz a defesa de Stassun no processo em que ele cobra R$ 5,2 milhões do JEC, foi enviada à reportagem no sábado e, após novos apontamentos, teve o último retorno na segunda-feira.

A defesa de Stassun também comentou os pagamentos realizados antes mesmo de assumir o cargo de presidente, durante os primeiros meses de 2016. “Registra-se que os valores depositados diretamente na conta do ex presidente NEREU estão registrados no balanço patrimonial. O JEC devia este valor ao NEREU e o Sr. Jony pagou a dívida do JEC, reduzindo o passivo da entidade, o que, diga-se de passagem, era o que deveria fazer a atual gestão. Tudo, frise-se, às claras”, argumentou.

Jony ainda destacou que os recursos de ambos os lados vão ser apreciadas pelo juiz responsável. Ele diz confiar na Justiça. “A dívida com o ex presidente Sr. Nereu era um passivo que o JEC tinha (devidamente registrado nos documentos contábeis) e foi paga com o dinheiro emprestado pelo Sr. Jony Stassun. A dívida paga não era do Sr. Jony, mas sim do JEC. A dívida foi paga porque o Sr. Jony emprestou dinheiro ao JEC”, disse.

A defesa de Stassun encerra a defesa afirmando que o JEC procura “vícios formais” para não pagar o que deve. “A pergunta que precisa ser respondida é se esse dinheiro que está sendo cobrado foi ou não utilizado pelo JEC para pagar suas contas. Buscar vícios formais para se esquivar do pagamento é desviar os olhos do que realmente importa”, finalizou.

Texto: Yan Pedro
Foto: Divulgação