Empresa espera aditivo para concluir abrigos de ônibus

A instalação de abrigos de ônibus da rua São Paulo, vistoriada na segunda-feira (18) pelos vereadores da Comissão de Urbanismo, não ocorreu ainda porque a empresa contratada para a execução do projeto aguarda a finalização de um aditivo no contrato para continuar a obra. A afirmação é do diretor-executivo da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Thalles Vieira, durante a reunião ordinária da comissão na terça-feira (19). Segundo ele, a prefeitura trabalha na documentação, mas o prazo ainda não está definido.

A Conpla Construções e Planejamento Ltda., vencedora também de outras licitações da Prefeitura, foi criticada por alguns parlamentares na sessão de segunda pela postura de aguardar liberação de aditivos contratuais para prosseguir o serviço de tapa-buracos.

A instalação dos abrigos está prevista no projeto de revitalização da rua São Paulo, ação que faz parte do programa federal PAC 2, direcionado a melhorias de mobilidade em municípios de médio porte. São seis os pontos de parada ao longo da via, no trecho que se estende entre as ruas Monsenhor Gercino e Ministro Calógeras.

Vieira ainda explicou que, desde o início das obras, o projeto passou por adaptações, que resultaram em aditivos. Uma das mudanças, por exemplo, foi a ampliação no número de paradas de ônibus. O diretor da Seinfra ainda mencionou que a continuidade do programa deve abranger as ruas Blumenau, Albano Schmidt e João Colin. As duas primeiras, inclusive, já estão em análise pela Caixa para liberação do dinheiro.

Renovação prevista em 2014

Outro tópico abordado na reunião foi o convênio aprovado em agosto de 2014 para viabilizar a renovação de abrigos de ônibus na cidade. O convênio foi formalizado pela Lei 7.804, sancionada pelo prefeito Udo Döhler naquele mesmo ano. Havia previsão de instalação de 500 abrigos de ônibus. Parte deles deveria ser implantada em até seis meses, assim que o convênio fosse sancionado.

Firmado entre a Prefeitura e o Ministério das Cidades, o convênio tem valor total de R$ 2,5 milhões, sendo a parcela do município correspondente a 11%. Porém, conforme Vieira, esse dinheiro não contemplaria os pontos de parada da São Paulo porque os abrigos da rua já estão previstos no projeto de revitalização.

Esse projeto previa três modelos de abrigos, dois para atender as linhas principais da cidade, aquelas que estão entre terminais, e um modelo mais simples para as vias alimentadoras, que saem dos terminais para a periferia. Seriam 50 abrigos para as vias troncais e 180 para as alimentadoras, conforme o consultor da Casa, que recordou a tramitação do projeto em 2014.

Sobre este tópico, o vereador Maurício Peixer (PR) pediu que a Prefeitura respondesse quanto do dinheiro já veio, qual a empresa contratada para a execução do serviço e onde já foram colocados esses abrigos.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Mauro Arthur Schlieck/CVJ
Informações: CVJ