Greve dos servidores municipais começa na segunda-feira

Os servidores públicos de Joinville entram em greve a partir de segunda-feira (18). A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (15), durante paralisação dos serviços. Os trabalhadores não aceitaram a proposta salarial da Prefeitura, negociada em seis reuniões entre o prefeito Udo Döhler e representantes do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville (Sinsej).

“Não resta alternativa aos trabalhadores senão cruzar os braços”, disse o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, que acusa o poder público de práticas de assédio moral e perseguição que “chegaram a um limite insuportável”. Na segunda-feira, os comandos de greve serão organizados a partir das 7 horas, no Sinsej. Às 9 horas, haverá um ato em frente à Prefeitura, independente das condições climáticas.

A Prefeitura propõe reajustar os salários em 1,69% e somente a partir de agosto. A categoria pede a reposição da inflação mais 5% para compensar perdas salariais acumuladas ao longo dos anos. Também quer respeito à data-base, que é 1º de maio. Em relação ao vale-alimentação, os servidores consideram justo um aumento que alcance o valor da cesta básica apurado pelo Dieese, de R$ 425. A Prefeitura, por sua vez, oferece R$ 310. Atualmente, o benefício é de R$ 296,75.

Os trabalhadores também querem a retomada da licença-prêmio e da venda de um terço de férias, direitos estatutários que foram cortados há três anos por meio de portaria. Também solicitam a regulamentação de lotação e da transferência. Segundo o sindicato, sem essas regulamentações, os trabalhadores estão sujeitos a punições políticas e assédio moral.

“Está na hora de reconquistarmos os direitos que foram retirados nesta gestão”, disse Ulrich. O Sinsej solicita a compreensão da comunidade e convida todos os trabalhadores de Joinville a participar das atividades da greve para ajudar a defender o serviço público municipal.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Francine Hellmann/Sinsej
Informações: Sinsej