Servidores paralisam e negociação salarial é reaberta

Os servidores públicos de Joinville participaram de uma paralisação na manhã desta quarta-feira (30), em frente à Prefeitura. O sindicato estima 3 mil pessoas participaram da atividade e que um número ainda maior de trabalhadores aderiu ao movimento, mas teve dificuldades de locomoção devido à greve dos caminhoneiros. Segundo a Prefeitura, 1.919 servidores não compareceram aos postos de trabalho.

Com a mobilização, o governo reabriu a mesa de negociação, que havia sido encerrada pelo prefeito Udo Döhler em 28 de maio, e agendou nova reunião para a próxima terça-feira. Na quinta, os servidores voltam a paralisar, com assembleia às 9 horas, no mesmo local. A categoria está em estado de greve e já rejeitou a proposta do governo – de reajuste de 1,69% em agosto e aumento de R$ 13,25 no vale-alimentação.

O Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville e Região (Sinsej) diz que o restante da Pauta de Reivindicações foi completamente ignorado. Ao todo, o documento contém sete itens econômicos, 17 relacionados a condições de trabalho e a cobrança de três acordos de greve não cumpridos. Segundo o sindicato, muitos destes pedidos não têm impacto financeiro. É o caso da revisão do calendário 2018, regulamentação da lotação e transferência e eleição direta para diretores de escolas.

Para o Sinsej, este é o momento de construir nos locais de trabalho uma greve geral da categoria, por tempo indeterminado. “Está na hora de transformar essa indignação em organização, mobilização e luta, como essa categoria já fez tantas vezes”, disse o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter.

Após a assembleia, os servidores fizeram uma passeata pelas ruas do Centro até o Ipreville. Um dos itens da Pauta é o pagamento imediato da dívida da prefeitura com o instituto e o fim dos parcelamentos.

Ausências em postos de trabalho

A Prefeitura de Joinville conta com 12.505 servidores. Confira o número de ausências por área, de acordo com a Secretaria de Gestão de Pessoas:

Saúde – 427
Secretaria de Assistência Social – 44
Secretaria de Cultura e Turismo – 16
Hospital Municipal São José – 17
Educação – 1.399 (Sendo que 1.246 aderiram à paralisação, 130 faltaram sem justificativa e 23 são por conta do reflexo da paralisação dos caminhoneiros.)

Mesmo com o atendimento mantido, em cinco CEIs, nenhum aluno compareceu: Zé Carioca, Beija Flor, Paraíso da Criança, Salete Konecki e Abdon da Silveira.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Aline Seitenfus/Sinsej
Informações: Sinsej