Pinho Moreira descarta uso da Força Nacional para desbloquear rodovias

O governador Eduardo Pinho Moreira realizou, no fim da tarde de sexta-feira (25), no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), uma coletiva de imprensa sobre a paralisação dos caminhoneiros. O governador descartou, neste momento, o uso da Força Nacional de Segurança em Santa Catarina, liberado pelo governo federal.

Apesar de ter adiado cirurgias eletivas, o governador garantiu que há normalidade no acesso aos atendimentos essenciais de saúde nos hospitais, de segurança e abastecimento de alimentos e insumos para a população, bem como para os animais, levando em conta a produção expressiva de Santa Catarina no agronegócio.

“Não temos encontrado nenhum tipo de resistência para atender as principais necessidades da nossa gente, aquelas que garantem a preservação da vida. Estamos atentos e com absoluto controle da situação”, afirmou Moreira.

O grupo que atua no gerenciamento da situação para minimizar os efeitos da paralisação em Santa Catarina trabalha para manter a normalidade no transporte de itens de assistência humanitária e animal como, remédios, gás, combustíveis, oxigênio para os doentes, produtos utilizados na purificação da água, ração e alimentos para os animais.

Os órgãos que fazem parte da rede de proteção civil, responsáveis pelo transporte destes itens circulam em comboios identificados com adesivos da Defesa Civil de Santa Catarina e estão sendo escoltados pela Polícia Militar para que possam chegar até o destino.

“Até agora realizamos 16 escoltas deste tipo e temos uma reserva técnica de combustível que nos permite trabalhar ainda por um período sem precisar reposição de combustível”, frisou o secretário de Estado da Segurança Pública, Alceu de Oliveira Pinto Junior.

Conforme o secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, em Santa Catarina, são 164 estradas municipais, estaduais e federais com o movimento e apenas um ponto de bloqueio. Destaca-se que pontos de manifestação são diferentes de pontos de bloqueio. Muitos caminhoneiros ainda estão parados, mas não bloqueados pelo movimento.

“Sociedade tem razão”

Pinho Moreira destaca que a negociação com o movimento é de condução do Governo Federal. “A sociedade tem razão em reclamar da alta do combustível. Não há como tolerar um aumento exagerado nos combustíveis, sobretudo se considerarmos uma inflação de 3% contra um acréscimo de 50%”, pontuou.

porém, o chefe do Executivo estadual salientou que as conversas para que os estados abram mão de valores referentes ao ICMS dos combustíveis são avaliadas com muita cautela. Uma das possibilidades seria negociar no valor da base de cálculo do preço do diesel, não na alíquota.

“Não temos condições de abrir mão do valor e arcar com uma conta que não é nossa”, enfatizou. O governador disse que o Estado é o que tem a menor alíquota de ICMS nos combustíveis e que só recuaria diante de compensações financeiras em outros setores, como a saúde, por exemplo.

Edição: Felipe Silveira
Foto: Jeferson Baldo
Informações: Governo de SC