Udo Döhler confirma que pode concorrer ao governo de SC em 2018

Em entrevista ao Bom dia, Santa Catarina, programa jornalístico matinal da emissora NSC, o prefeito Udo Döhler confirmou que “esta à disposição do partido” e pode ser candidato ao governo do estado nas eleições de 2018. O empresário e político joinvilense é cotado há meses para o cargo, mas ainda não havia dado um sinal claro de que poderia concorrer.

Um dos entusiastas da candidatura de Döhler é o governador Raimundo Colombo, embora tenha, em seu partido, PSD, dois pré-candidatos: o deputado estadual Gerson Merísio e federal João Rodrigues, ambos da região Oeste do estado.

Colombo, que será candidato ao Senado no próximo ano, já esteve em situação parecida na eleição joinvilense de 2016. Com dois pré-candidatos do seu partido – os deputados estaduais Kennedy Nunes e Darci de Matos – o governador, conhecido por sua habilidade de esquiva, deu seu jeito de não se queimar com Udo.

A favor do empresário joinvilense, a representação do empresariado estadual e a reeleição no maior colégio eleitoral de SC. De família rica, dona de uma das maiores indústrias de Santa Catarina, a têxtil Döhler, Udo é o representante da classe dominante estadual. Apesar de atuar nos bastidores há muito tempo, disputou a primeira eleição em 2012, com o apoio do mais forte político catarinense, Luiz Henrique da Silveira, falecido em maio de 2015. Em 2016, foi reeleito.

Contra o possível candidato pesam a disputa no próprio partido e a baixa popularidade no estado, no sentido de não ser muito conhecido pelos catarinenses. Em pré-campanha há mais de anos, o deputado federal Mauro Mariani não quer permitir que “roubem” sua vez na disputa pelo Executivo estadual. O parlamentar que tem a base eleitoral no Planalto Norte tem circulado e estado e trabalhado para ser um político estudual – e não regional.

Também é preciso ver se o povo joinvilense vai querer deixar a prefeitura na mão de Nelson Coelho, atual vice-prefeito. Escolhido como vice por sua popularidade e também por opiniões que agradam um público conservador, o militar (agora da reserva) não se mostrou um político muito habilidoso.

Os partidos têm até o dia 15 de agosto para oficializarem os candidatos, mas a disputa para decidir os candidatos definitivos promete ser quente.

Texto: Felipe Silveira
Foto: Secom Joinville