Fechamento de turmas da E.E.B. Osvaldo Aranha é discutido na CVJ

O fechamento de turmas da Escola de Educação Básica Osvaldo Aranha para a implantação de mais vagas para o Colégio Militar Feliciano Nunes Pires foi discutido na última quarta-feira (4). No plenarinho da Câmara de Vereadores de Joinville (CV), uma reunião conjunta das comissões de Educação e Cidadania debateu o assunto com pais e professores da escola.

O supervisor da Gerência Regional da Secretaria Estadual de Educação (Gered) Alcinei da Costa Cabral afirmou que, pela legislação, 50% das vagas das escolas militares são garantidas para filhos de militares e outros 50% são ofertados à comunidade.

Para 2020, a escola militar, que funciona no prédio do Osvaldo Aranha, conseguiu ocupar 29% das vagas para filhos de militares. O restante, 120 vagas, será para a comunidade. Segundo ele, 458 estudantes da comunidade se inscreveram para essas vagas. O supervisor afirmou que a escolha dos estudantes será por sorteio, mas disse não ter mais informações por não responder pela Polícia Militar.

A coordenadora da Gered Dalva Aparecida Moser afirmou que de qualquer forma os estudantes têm as matrículas garantidas em escolas estaduais de ensino. Segundo ela, os alunos do Glória serão remanejados para a Escola de Ensino Médio Bailarina Liselott Trinks, no Vila Nova, que fica a 4,2 quilômetros da Osvaldo Aranha, e receberão vales transporte para se locomoverem até lá.

Vários munícipes usaram a palavra para reclamar do fechamento das turmas do Osvaldo Aranha. “A comunidade não foi consultada em nenhum momento”, reclamou o pai de aluno Renato Heizen. “Meu filho vai demorar mais de uma hora para chegar de ônibus na escola, o que adianta dar passe? E o tempo perdido no deslocamento?”, questionou.

“Não se fecha escola, se abre escola”, reivindicou Cláudia Ferreira, mãe de uma aluna do Osvaldo Aranha. Ela denunciou que os contemplados para estudar no colégio militar terão que desembolsar cerca de 2 mil reais para aquisição de uniformes escolares e material didático.


Edição: Fernando Costa
Foto: Mauro Artur Schliek/CVJ
Informações: Divisão de Jornalismo da CVJ