Espetáculo “Mulheres” retrata exemplos femininos de transformação social

O espetáculo de criação coletiva “Mulheres”, da Companhia de Teatro da Univille, estreia neste fim de semana, no Galpão de Teatro da Ajote. Além da peça, haverá a palestra “Teatro Feminista Pra Quê?”, com a professora Daiane Dordete, do Centro de Artes (Ceart) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

As duas apresentações integram a campanha “16 Dias de Ativismo Pelo Fim Da Violência Contra A Mulher”, em parceria com o Fórum de Mulheres de Joinville.

A peça trata da biografia de mulheres importantes que influenciaram a história e mulheres anônimas, ou quase anônimas, cujas histórias de vida são exemplos de transformação social. “É uma colcha de retalhos, tecida de fragmentos de biografias diversas. Mulheres é uma coleção de vozes que podem inspirar outras mulheres a descobrirem a sua própria voz”, enfatiza a diretora Ângela Finardi, que assina cenografia e as preparações corporal e vocal.

A matéria-prima da criação foram entrevistas realizadas pelas atrizes com mulheres escolhidas por elas e pesquisa bibliográfica e de entrevistas sobre personalidades como Elis Regina e Malala Yousafzai.

As relações entre teatros feministas e movimentos sociais feministas é o ponto de partida da palestra, que pontua questões históricas, políticas e estéticas e ainda faz um entrelaçamento com a trajetória pessoal da palestrante e seus processos criativos. “Publicações, reportagens, cursos, pesquisas, artes e movimentos sociais feministas se multiplicam com a mesma velocidade que os ataques e perseguições à chamada ‘ideologia de gênero’ crescem no Brasil”, comenta Daiane Dordete. “Ao mesmo tempo, as propagandas absorvem as agendas feministas para reverter as demandas sociais, econômicas e políticas das mulheres em objetos de consumo”, avalia.

O contexto do tema no Brasil, segundo ela, é de retrocesso, depois de avanços em políticas públicas para a promoção da igualdade social, étnico-racial e de gênero vivencia um momento de retrocessos. “Um retrocesso que reflete na ampliação dos casos de violências de gênero e feminicídio”, lamenta.

O espetáculo terá duas sessões, no sábado (30) e no domingo (1°), às 20 horas. Já a palestra, que também será uma performance, ocorre apenas no domingo, às 17 horas. O Galpão de Teatro da Ajote fica na Cidadela Cultural Antartica, na rua 15 de Novembro. Os eventos são indicados para maiores de 16 anos.

Os ingressos custam R$ 10 (meia entrada a R$ 5) e podem ser adquiridos por aqui ou nas lojas A Página Livrarias (rua João Colin, 475,Centro) e Arcobaleno (General Câmara, 483, Bom Retiro). A palestra é gratuita.


Edição: Felipe Silveira
Foto: Mariane Unlauf/Divulgação
Informações: Univille

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